segunda-feira, 20 de setembro de 2010

PELA SUSTENTABILIDADE DO VOTO

FOME DE MARINA Por José Ribamar Bessa Freire*


Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente Lula da Silva, justificando: "Lula é analfabeto". Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva, que tem diploma universitário. Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, "porque ela tem cara de quem está com fome". Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come. Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros truculentos, mas por dois artistas refinados, sensíveis e contestadores, cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a aventura da existência humana. Num país dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e enxundiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos indispensáveis ao exercício de governar, para o qual os Silva, por serem iletrados e subnutridos, estariam despreparados.
Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos. Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas famélicos e desescolarizados. De um lado, reforçam a idéia burra e cartorial de que o saber só existe se for sacramentado pela escola e que tal saber é condição sine qua non para o exercício do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem está com fome carece de qualidades para o exercício da representação política. A rainha do rock, debochada, irreverente e crítica, a quem todos admiramos, dessa vez pisou na bola. Feio. "Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que cobra cascavel/ O seu veneno é cruel.../ Deus do céu!/ Como ela é maldosa!". Nenhum dos dois - nem Caetano, nem Rita - têm tutano para entender esse Brasil profundo que os silvas representam.
A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata de um preconceito da roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê?
O mapa da fome A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no Acre. Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. Três de seus irmãos não aguentaram e acabaram aumentando o alto índice de mortalidade infantil.
Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraídas quando cortava seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose.
A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a cidade em busca de tratamento médico e aí mitigou o apetite por novos saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever. Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando. Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome.
Para saciá-la, militou nas Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no movimento estudantil e sindical. Junto com Chico Mendes, fundou a CUT no Acre e depois ajudou a construir o PT. Exerceu dois mandatos de vereadora em Rio Branco, quando devolveu o dinheiro das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por dois mandatos, defendendo os índios, os trabalhadores rurais e os povos da floresta.
Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental faz parte da sua quinta fome. Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e estimular o manejo florestal. Combateu, através do Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil propriedades de grilagem.
Tudo vira bosta Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que - na voz de Rita Lee - a descredencia para o exercício da presidência da República porque, no frigir dos ovos, "o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ e o programa do partido: tudo vira bosta". Lendo a declaração da roqueira, é o caso de devolver-lhe a letra de outra música - 'Se Manca' - dizendo a ela: "Nem sou Lacan/ pra te botar no divã/ e ouvir sua merda/ Se manca, neném!/ Gente mala a gente trata com desdém/ Se manca, neném/ Não vem se achando bacana/ você é babaca". Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa de suas músicas - 'Você vem' - ela faz autocrítica antecipada, confessando: "Não entendo de política/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem... e faz piada". Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: "Desculpe o auê/ Eu não queria magoar você".
A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a ministra Dilma Rousseff, em quem Rita Lee também não vota porque, "ela tem cara de professora de matemática e mete medo". Ah, Rita Lee conseguiu o milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática! Não usaria essa imagem, se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia Menezes, tão altaneira.
Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos, hipotenusas, senos e co-senos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de vampiro. Sobra quem? Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou), vamos ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde por todos os dentes. Ou o Sarney, suntuoso, com sua cara de ratazana bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, "il pète de santé". O banqueiro Daniel Dantas, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem se alimenta bem.
Essa é a elite bem nutrida do Brasil... Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercício de liderança em nosso país. Marina Silva, a cara da fome? Esse é um argumento convincente para votar nela. Se eu tinha alguma dúvida, Rita Lee me convenceu definitivamente.
(*) Professor, coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ)e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

AINDA SOBRE O TRABALHO COMPROMETIDO ...

UM POUCO MAIS DO MESMO...


EM MUITAS OPORTUNIDADES SOMOS TOMADOS PELA IMPRESSÃO QUE O TRABALHO DO GRUPO ESPÍRITA A QUE PERTENCEMOS NÃO ESTÁ SATISFATÓRIO , QUE ALGUMAS POSTURAS NOS INCOMODAM OU ATÉ QUE O NOSSO TRABALHO NÃO ESTÁ MAIS DE ACORDO COM O RUMO DOS TRABALHOS QUE VEM SENDO REALIZADOS .ENTÃO PENSO QUE NESTA HORA PRECISAMOS FOCAR NO NOSSO PRINCIPAL COMPROMISSO COM A CASA E COM O NOSSO MAIOR SERVIDOR DENTRO DELA: DEVEMOS LEMBRAR NA OPORTUNIDADE QUE TEMOS DE BUSCAR PRATICAR O BEM SEM OLHAR A QUEM E INDEPENDENTE DE NÃO RECEBERMOS DE VOLTA E AO NOSSO MESTRE QUERIDO - JESUS, QUE SEMPRE ESTÁ CONOSCO E NOS ASSISTE A TODOS. PRECISAMOS OBSERVAR QUE A CASA ESPÍRITA QUE FREQÜENTAMOS É MAIS UM DOS MUITOS LUGARES DE CONVÍVIO , ALÉM DA NOSSA CASA E DO NOSSO TRABALHO E QUE TEMOS NESTAS SITUAÇÕES MAIS UMA OPORTUNIDADE REENCARNATÓRIA DE NOS MELHORARMOS , SEMPRE NA BUSCA DA NOSSA REFORMA . VOCÊ JÁ PENSOU QUE , SE A CADA OPORTUNIDADE - DIFÍCIL OU COMPLICADA QUE TEMOS EM CASA DECIDÍSSEMOS MUDAR DE FAMÍLIA? OU DE TRABALHO? ACHO QUE NÃO SERIA MUITO BOM, NÈ?
NA MINHA MODESTA OPINIÃO , TODOS NÓS PASSAMOS PELAS NOSSAS OPORTUNIDADES - E NA CASA ESPÍRITA NÃO PODERIA SER DIFERENTE COM O SIMPLES OBJETIVO DE TESTARMOS E APRIMORARMOS A NOSSA CONDIÇÃO . VIVEMOS DIZENDO QUE ESTAMOS NUM PLANETA DE PROVAS E EXPIAÇÃO EM VIAS DE SE MODIFICAR PARA A CONDIÇÃO DE REGENERAÇÃO . MAS TEMOS QUE NOS LEMBRAR QUE ESSA TRANSFORMAÇÃO VIRÁ , NÃO COMO UM PRESENTE DO NOSSO PAI , MAS SIM PELO ESFORÇO QUE FIZERMOS TODOS OS DIAS , EM TODAS ASHORAS, NAS NOSSAS OPORTUNIDADES DE MELHORARMOS A NOSSA SINTONIA NA BUSCA DA PAZ QUE DEVEMOS COMPARTILHAR COM TODOS OS NOSSOS IRMÃOS...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

POSTURA COMPROMETIDA E TOMADA DE POSIÇÃO

EMBORA ESTEJA ENGAJADO NA CAMPANHA DA SENADORA MARINA PARA PRESIDENTE , SEI QUE NÃO TENHO O DIREITO DE PEDIR O VOTO DE NINGUÉM PARA ESSA CAUSA QUE ACHO JUSTA. ACREDITO QUE É A NOSSA CONSCIÊNCIA QUE ESTABELECE AS NOSSAS ESCOLHAS .É A NOSSA VISÃO DE MUNDO QUE NOS DÁ O CAMINHO . POR ISSO É QUE DISCORDO DAS MENSAGENS QUE TEMOS RECEBIDO NOS COLOCANDO QUE NÃO DEVEMOS VOTAR NESSE OU NAQUELE CANDIDATO POR QUESTÕES RELATIVAS A TEMAS POLÊMICOS QUE NOS INCOMODAM DESDE SEMPRE . DEFENDEMOS A VIDA INCONDICIONALMENTE , MAS DEFENDEMOS TAMBÉM O DIREITO DE ESCOLHERMOS QUEM QUISERMOS PARA NOS GOVERNAR . SEMPRE DEFENDI QUE VOTO NÃO PODE TER CABRESTO .SOMOS UMA DEMOCRACIA E TEMOS QUE LUTAR POR ELA . O NOSSO VOTO NÃO PRECISA SEGUIR NENHUMA ORIENTAÇÃO , MUITO MENOS RELIGIOSA.O NOSSO VOTO DEVE APENAS SEGUIR A NOSSA CONSCIÊNCIA...

domingo, 15 de agosto de 2010

JORNAL PAMPULHA DE BELO HORIZONTE

Matéria de capa

Ciência investiga a cura espiritual


Há quase duas décadas, o campo científico vem se rendendo ao estudo da espiritualidade e das manifestações de fé
MARIANA LAGE , EM 14/08/2010.

Nos últimos anos, as pesquisas científicas que abordam a cura através da espiritualidade têm crescido exponencialmente. Nos Estados Unidos, o número de universidades que incluíam a espiritualidade em seus currículos acadêmicos era de cinco, em 1993. Sete anos depois, subiu para 65 instituições. Em 2004, 84 escolas médicas ofereciam disciplinas optativas ou obrigatórias.

No Brasil, o movimento das pesquisas em torno de saúde e espiritualidade teve grande participação da Associação Nacional de Médicos Espíritas (AME-Brasil), como é o caso de São Paulo e Minas Gerais.

As primeiras escolas a introduzir o tema como curso de extensão ou disciplina obrigatória foram a Universidade Santa Cecília (Santos-SP), em 2002, e a Universidade Federal do Ceará, em 2004. No ano seguinte, a escola de Medicina da UFMG criou uma disciplina optativa e o Núcleo de Estudos em Saúde, Ciência e Espiritualidade (Nasce).

O homeopata Andrei Moreira, presidente da AME-MG, explica que o médico espírita trabalha com uma abordagem mais integralista da saúde do paciente, tratando-o para além apenas do corpo material. "A gente valoriza a saúde, tanto do ponto de vista científico quanto da filosofia da doutrina espírita", expõe.

Ele destaca que as cirurgias espirituais com corte não são reconhecidas como fenômeno legítimo pela medicina tradicional. "A Associação Médico-Espírita não aprova as cirurgias com corte, pois em princípio, as cirurgias espirituais são feitas no perispírito com repercussão no corpo físico. Por isso, não têm necessidade de instrumento cirúrgico", pontua.

No núcleo de estudos, os professores Mauro Ivan Salgado e Gilson Freire vêm conduzindo pesquisas de campo e bibliográficas que ajudam a promover uma renovação da abordagem medicinal. "Por enquanto, ainda não existem conclusões do ponto de vista científico, mas pessoalmente acredito, sim, que seja possível uma intervenção do plano espiritual, como podemos verificar em inúmeros casos bem-sucedidos de pacientes que procuraram ajuda espiritual", comenta Gilson.

Menos remédio
Em São Paulo, o psiquiatra Sérgio Felipe de Oliveira, presidente da AME-SP, foi um dos responsáveis pela obrigatoriedade da disciplina no curso de medicina da USP. Na internet são abundantes as referências a pesquisas e entrevista do médico a respeito do assunto. Nelas, ele enfatiza as inúmeras evidências que faz com que a ciência se interesse pelo assunto. "Na minha clínica, observo que quem recebe atendimento médico e espiritual toma menos remédios e adere melhor ao tratamento em relação aos que só passam pela consulta", afirma.

A mudança de mentalidade foi fomentada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quando, em 1998, ela propôs a emenda de sua Constituição que modificasse o conceito de saúde. Além de "bem-estar físico, mental e social" e "ausência de doença e enfermidades", a saúde deveria estar associada a "estado dinâmico de completo bem-estar físico, mental, espiritual e social".

Grandes nomes que abordam cientificamente a cura espiritual são, por exemplo, os prêmios Nobel Charles Richet e Alexander Aksakov, além dos médicos Christina Puchalski, fundadora do Instituto George Washington para Espiritualidade e Saúde, e Harold Koenig, diretor do Centro para o Estudo da Religião/Espiritualidade e Saúde da Universidade de Duke (EUA).

sábado, 7 de agosto de 2010

PARA PENSAR...

TRABALHO , COMPROMISSO E DISCIPLINA



À Memória de Luiz da Rocha Lima

Toda vez que temos a oportunidade de nos envolver em um programa de trabalho ou numa experiência que enriquecerá a nossa vida ,começamos a organizar as nossas idéias e voltamos toda a nossa expectativa para o novo empreendimento que estamos para iniciar. Parece que toda a nossa energia e o Universo conspiram a nosso favor. Surgem idéias e possibilidades e aparecem muitas situações que acabam por envolver cada vez mais as nossas atitudes e a nossas ações no trabalho .Todos ficam envolvidos com a nossa disposição e alegria - a nossa família e os nossos amigos são os primeiros a notar a nossa satisfação. E, aos poucos vamos transformando um entusiasmo inicial em compromisso. É o momento em que nos disponibilizamos mais seriamente para a situação e nos dedicamos responsavelmente por ela.
Falo assim porque acredito que deva ser dessa maneira que exteriorizamos o nosso gosto e a nossa responsabilidade quando estamos verdadeiramente comprometidos com uma causa , uma ação ou um projeto.

Vejo que a minha experiência com a Doutrina dos Espiritos vem sendo marcada por situações que me levam a acreditar que , tambem nesta oportunidade ,venho reforçando cada vez mais , por opção consciente , um compromisso construído pela minha disponibilidade e pela minha dedicação. Há cerca de 10 anos , ao lembrar dos primeiros contatos com o Grupo Espírita no qual estou ligado e dos motivos que me levaram a ele - uma situação de extrema dor , atualmente já superada , posso sem dúvida nenhuma estabelecer para esta época o marco que abriria o meu entendimento e reforçaria definitavamente o meu compromisso com a causa espírita e com a Casa na qual (re)encontrei um caminho.

Neste tempo, pude começar a entrar em contato com a história dessa Casa e de seus fundadores - homens e mulheres abnegados que se dedicaram a um espetacular projeto de atenção espiritual fortemente alicerçado pelo Amor e pela Caridade aliado a um significativo trabalho filantrópico voltado para a infância , que segundo orientação espiritual ,constituiria-se na base sólida de toda a Obra. É sempre impressionante reler e lembrar de todo o esforço feito por esse grupo , liderado por um espírito de grande luz e da grandeza de toda a Obra, especialmente nas narrativas feitas pelo seu fundador , na tarefa de construção física de um espaço , que segundo os seus próprios relatos e de acordo com a orientação espiritual , já estava todo preparado lá no Alto .Sem dúvida , o que hoje conhecemos da Casa está carregado do esforço e da dedicação de pessoas realmente comprometidas com uma causa e que souberam tranformar , cada um a seu modo , o esforço individual em um projeto coletivo voltado para o Amor e para a prática da Caridade .

Mas , porque será que estou trazendo essas questões todas para o papel? Afinal , o que me move a pensar e refletir sobre esses fatos que , a principio me parecem tão distantes e deveriam estar guardados na mémoria dos mais antigos ou num livro esquecido numa estante. Acho que é essa a questão.Acredito firmemente que a nossa ação precisa estar fundada no Conhecimento , e desde que venho me envolvendo mais seriamente com a Doutrina Espírita , venho tentando aprofundar o meu compromisso e aumentar cada vez mais o meu entendimento acerca das "coisas" da Causa e da Casa na qual estou ligado.

Por isso é que sempre que quero justificar o meu esforço e o compromisso com relação à Doutrina , lembro dos relatos impressionantes do fundador desta Obra , principalmente nos registros contidos nos seus livros , que deveriam ser leituras obrigatórias a todo trabalhador espirita verdadeiramente comprometido com a Casa . É sempre muito bom poder resgatar a saga vivida por esses irmãos envolvidos com um propósito único ,consistente e humanitário e que acabou por criar a ambiência e a sintonia fundamentais a aproximação de Irmãos Espirituais afinizados com todo o projeto que estava por se desenvolver . Acredito , sem dúvida nenhuma que todo esse trabalho foi previamente pensado para ser o que é hoje e a sua abrangencia extrapola em muito a nossa capacidade de entendimento ou observação . Só essa perspectiva sustenta a dimensão física e principalmente espiritual do tamanho de toda essa obra.Para compreender a envergadura de propósitos de um homem , só acreditando que esses propósitos já estavam previamente planejados . Mais ainda , já existia todo um planejamento alicercado pelo esforço de muitos irmãos envolvidos e comprometidos ,tanto no plano espiritual com no plano físico com a feitura e a execução deste programa . Penso ser verdadeira a tese que aponta que todos os que estão ligados nesta tarefa são espiritos pertencentes a uma imensa família espiritual orientados pelo Alto para todo esse trabalho.

É e deste ponto que faço uma ligação com o compromisso de todos os que por alguma forma ou maneira estão ligados a uma Casa Espírita.Acredito que ,independente da situação em que nos encontramos , se "chegamos" a uma Casa e ficamos ,temos compromisso com ela . E ,assim , podemos nos disponibilizar verdadeiramente a esse compromisso ,colocando -nos da melhor maneira e oferendo o nosso melhor em todas as oportunidades e situações de trabalho e serviço .É com muita satisfação e alegria que relembro o caminho que venho percorrendo , da trajetória de aprendizado e das inumeras oportunidades que tenho recebido de aprender a ser um individuio mais comprometido social e espiritualmente .

Penso então , que para o avanço e o reforço do trabalho na Seara do Bem - que é com o que verdadeiramente devemos nos ligar só deve existir o compromisso com a ação operativa da Casa . As nossas iniciativas devem estar sempre voltadas para a construção de ações e atitudes que reforçem cada vez mais o propósito do Bem .Devemos , sempre que for necessário , lembrarmos que a nossa ação deve estar sempre a serviço de uma causa maior que a nossa . É a causa do Mestre Jesus e do seu Evangelho com o qual estamos buscando ajuste e identidade.Por isso ,acredito que é para o trabalho , discreto e consistente , que devemos dirigir o nosso foco . Mais ainda , devemos compreender que nesta ocasião em que somos verdadeiramente chamados , devemos buscar no trabalho , desenvolver o nosso esforço para a realização de uma ação coletiva baseada exclusivamente no bem servir .Como consequência , temos então a certeza , que ocupamos o lugar e desenvolvemos o serviço que o Senhor nos reserva , seja ele qual for , porque está guardado da maior significancia possível que é marca do Amor de Jesus. Ao nos disponibilizarmos dessa forma , nos afastamos das queixas, das exigencias e das lamentações , porque percebemos de fato que toda tarefa que realizamos se constitui no melhor esforço que podemos realizar para a satisfação pessoal e coletiva . E, ao final , percebemos que contribuimos para a edificação do Bem em nós.

Para terminar , devemos lembrar de um dos maiores ensinamentos do Espírito de Verdade que nos diz que precisamos trabalhar juntos e unidos para quando o Senhor chegar , encontre acabada a obra. Lembremos e focalizemos sempre a nossa tarefa principal na Vinha do Senhor e afastemos dos nossos corações e das nossas mentes as atitudes dos primeiros trabalhadores da última hora que tocados pela inveja e pelo ciúme ,questionaram a atitude do senhor que os contratou que pagou salario igual a todos os que trabalharam na sua terra , inclusive os que chegaram ao final . Devemos reforçar nas nossas atitudes , o verdadeiro compromisso que temos com a Causa Espírita e com a Casa que abraçamos , trabalhando verdadeiramente por todo o projeto que ajudamos a construir , independente da hora que chegamos e do que temos para receber ou sermos reconhecidos . Todo o nosso esforço deve estar voltado para a busca da grandeza da Obra em que trabalhamos . Para tal é fundamental a união de todos nós , verdadeiramente envolvidos neste grandioso projeto que nos une que é a prática do Amor e da Caridade - de uns para com os outros ...

Que o Mestre nos Ilumine!

mafr

sábado, 31 de julho de 2010

Maria Bethania - Casinha Branca

SÉRIE BIOGRAFIAS


GRANDE FORMIGA , NOSSA HOMENAGEM




Euricledes Formiga foi um médium singular. Viveu sua infância em uma pequena cidade da Paraíba, pobre, quase sem recursos. Desde os dez anos, declamava "Navio Negreiro", de Castro Alves, de memória. Sua prodigiosa memória, talento poético e inteligência lhe valeram, na juventude, contatos preciosos com artistas, poetas nordestinos, repentistas e boêmios. O caminho da infância simples de menino pobre, até se tornar o intelectual, escritor e poeta, pesquisador do folclore brasileiro, espírita, médium e funcionário do poder judiciário não foi fácil. Sua biografia relata de forma sintética este percurso. Antes, porém, quero colocar aqui algumas curiosidades.

Sua memória excepcional foi estudada e classificada entre as quatro maiores do mundo. Junto a isso, o seu caráter espirituoso, bem ao jeito nordestino, com bom humor aliado às tiradas inteligentes e divertidas o tornavam uma pessoa carismática e cativante... Era capaz de se apropriar do conteúdo de qualquer livro em alguns minutos. Repetia discursos longos de trás para frente. Era capaz de localizar trechos de páginas de livros, identificando parágrafos, repetindo textualmente do modo como estava escrito, de trás para frente, ou respondendo a desafios do tipo: a décima primeira palavra da página tal. Se isso tinha a ver com sua mediunidade, não se pode afirmar. Era mesmo um dom. E quando algum poeta novato lhe apresentava uma produção inédita, feliz com os resultados, Formiga logo dizia: "é plágio, quer ver?". E repetia todo o trabalho do sujeito de todas as formas possíveis. Neste momento, o novato, perplexo, reafirmava sua autoria. Então, Formiga logo revelava: "brincadeira, está ótimo seu trabalho".

A mediunidade despertou de modo ostensivo quando Formiga já era adulto, casado, com a vida estabilizada. Inconsciente nos momentos de transe meidúnico, ao retomar a consciência não acreditava no que havia dito. Achava que as pessoas estavam criando coisas, pois para ele não havia nenhum registro mneumônico do ocorrido. Começou então uma luta entre o seu lado intelectual e as manifestações espirituais, por ele racionalmente consideradas absurdas. Frequentemente caía nas ruas, as manifestações aconteciam em qualquer lugar. Sua esposa insistia para que procurasse ajuda em centros espíritas. As entidades, especialmente Frei Martinho, seu mentor, deixavam recados utilizando da mediunidade de Formiga a ele mesmo endereçadas, descrevendo situações, nomes e outros detalhes. Nada era suficiente para que ele acreditasse. Porém...

Após muita luta, procurou o médium Divaldo Pereira Franco, que logo de lhe confirmou "o padre [referindo-se a Frei Martinho] é de verdade". Por fim, foi com a esposa até Uberaba. Então, Chico Xavier, que não o conhecia pessoalmente, o chamou entre todos os que estavam na fila: "Formiguinha de luz, há tanto tempo te esperava". Então, encaminhou-o ao trabalho espiritual. Finalmente dava início à sua profícua tarefa mediúnica.Trabalhou durante dez anos consolando pessoas que perderam os entes queridos, no C.E. Perseverança. Foi lá que o conheci. Me emocionei incontáveis vezes com sua leitura das mensagens recebidas, sorri tantas outras com suas palestras bem humoradas. Era de se ver sua dedicação e carinho com as mães desoladas pela perda de seus filhos. Sua mediunidade transparente lhe permitia identificar no meio do salão pessoas que acabavam de entrar, trazendo a elas boas notícias da espiritualidade, referentes aos seus parentes do lado de lá. Conversava com espíritos de modo espontâneo e natural como se conversa com "vivos". Centenas de cartas psicografadas nesses dez anos, com tantos detalhes, particularidades e ensinamentos, lidas ao final das reuniões semanais, me levaram a aprender muito sobre a vida. Eu tinha 20 anos.

No dia 9 de maio de 1983, havia uma nota pequena em um jornal: "Falece em São Paulo Euricledes Formiga". Ficamos tristes, nós que havíamos nos acostumado à sua presença no Perseverança. Mas em breve lá estava ele mandando suas mensagens através dos médiuns da casa, seus filhos, falando do tempo, da importância do trabalho para que a vida não seja em vão. É o Formiga de sempre, cada vez melhor. Salve!

SUA BIOGRAFIA


José Eurícledes Formiga, nome literário Eurícledes Formiga, nasceu em São João do Rio do Peixe, Paraíba, à 19 de Junho de 1924, filho de José Ferreira de Sá e Ana Formiga Ferreira. Viveu sua infância enfrentando a penúria e o abandono do sertão nordestino, saindo de lá ainda jovem adolescente.


Jornalista profissional, ingressou na "Gazeta de Notícias", durante oito anos, em Fortaleza no ano de 1946. Redator da "Folha de São Paulo", colaborou em outros jornais paulistas como "A Gazeta", e Rádio "Gazeta", no programa "Enciclopédia no Ar", de Fernandes Soares e na extinta TV Excelsior de São Paulo.


Em 1961, em Brasília, exerceu as funções de oficial de gabinete do prefeito, na época Paulo de Tarso Santos, chefe do serviço de imprensa do presidente da Novacap, e redator da agência nacional.

Criou e dirigiu por dois anos o grupo de pesquisas e estudos folclóricos do Instituto Central de Letras da Universidade de Brasília. Exerceu cargos na Justiça Federal de São Paulo, até aposentar-se como Diretor Administrativo, em São Paulo.

Poeta repentista e declamador, executou excursões por todos os estados do Brasil. Foi considerado uma das primeiras memórias do país, citado entre as quatro maiores memórias do mundo em matéria na "Revista Realidade", em 1972. Também publicou os seguintes livros psicografados:
"Luz na madrugada"
"Notícias do Além"
"Mais Vida"

Com Chico Xavier:
"Olá Amigos
"Motoqueiros no Além"

Quando publicou "As Rosas Estão Abertas" escreveu sobre ele o ilustre e saudoso poeta Cleômenes Campos :
" - Esta poesia, clara e espontânea, ágil e musical, brota de um coração irrequieto, trefegamente deslumbrado com o espetáculo do Mundo. Coração lírico e ingênuo, búzio sensível e harmonioso, onde ressoa, de contínuo, com aparatos de festa, o encantamento da infância. Coração errante e simples, de inconseqüente marujo, fascinado por todas as ilhas, sobretudo aquelas que não existem".
Também sobre o autor de "As Rosas Estão Abertas", escreveu Fernandes Soares:
" - Há em toda a sua poesia mar e amor, paz e saudade, ternura e vida, esperança e alegria. O otimismo é o lábaro de seus poemas. Eurícledes Formiga faz de cada poema a marca de suas descobertas pelas praias do sonho. E de búzio ao ouvido, através dos dias, vai escutando a sinfonia do mar, horizonte verde da terra, visão azul da eternidade".
Na Seara Espírita, Eurícledes Formiga exercia suas atividades junto ao "Centro Espírita Perseverança" do qual era Diretor. Casou-se com Annabel Maria Almeida Ferreira, sua companheira e sua musa amada. Teve três filhos: Miguel Vinícius Almeida Ferreira, Marcus Vinícius de Almeida Ferreira (Quito) e Maria de Fátima Almeida Ferreira (Fafá). Sua família até hoje trabalha no "Centro Espírita Perseverança".
Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Guarulhos, em 1973. De sua lavra editou as obras: "Baladas da Minha Vida" - 1949, "Vitral da Madrugada" - 1952, "O Cavaleiro do Mar" - 1955, "As Rosas Estão Abertas" - 1968, "Canto do Semeador" - 1972 e "Chão de Oferta" - 1978.
Eurícledes Formiga desencarnou às 12:10h do dia 9 de maio de 1983, em São Paulo, vítima de choque cardiogênico.
Fonte: site "Biografias"

Um poema

Soneto de Evolução

Avançar, progredir, é a lei. Que importa
nos ameace o furor dos temporais,
se o próprio mar cantando nos exorta
a navegar em busca de outro cais!

Ao ponto de partida nunca mais!
Muito há que viajar e nos conforta
a certeza dos rumos ideais,
força e esperança no que a fé comporta!

Quando a noite chegar por que temê-la?
Há sempre o olhar amigo de uma estrela
no azul do céu atento a nos guiar!

Importa é conquistar as terras e ilhas
que nos aguardam, naus ferindo as quilhas
nesta vida inconstante como o mar!


POSTADO POR CRISTINA HELENA EM 06/05/2010 NO BLOG " SOMOS ESPÍRITOS"

SÉRIE BIOGRAFIAS

AURA CELESTE...





Dentre as grandes mulheres atuantes no espiritismo brasileiro, quero aqui falar da quase desconhecida Aura Celeste. Contemporânea de Bezerra de Menezes, quando presidente da Federação Espírita Brasileira, foi por ele orientada em seu desenvolvimento mediúnico. Muitas vezes, quando falamos em fenômenos excepcionais, há grande desconfiança por parte de tantos espíritas que radicalizam no "crivo racionalista", quase se assemelhando aos ateus e materialistas. Por esta razão, destacamos o fato de que essa mulher valorosa e importante para a história do espiritismo, anônima nos dias atuais, era dotada de dons mediúnicos dos mais diversos, entre eles a bilocação, clarividência, cura, psicografia, psicofonia, entre outras capacidades de seu próprio espírito sensível e inteligente. Abaixo, trechos de sua biografia, fragmentos da vida de uma mulher incomum:

Adelaide Augusta Câmara, mais conhecida pelo pseudônimo de AURA CELESTE, foi uma das mais devotadas figuras femininas do Espiritismo no Brasil.

Originária de Natal, no estado do Rio Grande do Norte, onde nasceu em 11 de janeiro de 1874, Adelaide veio para a antiga Capital Federal em janeiro de 1896, graças ao empenho de alguns adeptos do Protestantismo, a cuja religião pertencia, para lecionar no Colégio Ram Williams, o que fez durante algum tempo com muita proficiência. Depois, organizou na própria residência um curso primário, no qual ensinou as primeiras letras a muitos homens ilustres do meio político e social brasileiro.

No ano de 1898, Adelaide começou a sentir as primeiras manifestações de suas faculdades mediúnicas. Nessa época, Bezerra de Menezes, grande apóstolo do Espiritismo nacional, dirigia os destinos da Federação Espírita Brasileira, revestido do prestígio que lhe davam crentes e descrentes, e o Espiritismo era o assunto de todas as conversas, graças não só aos fenômenos e curas mediúnicas, mas também à propaganda, livros e imprensa.

Sob a sábia orientação de Bezerra de Menezes, Adelaide Câmara começou notável carreira mediúnica como psicógrafa no Centro Espírita Ismael. De reconhecida clarividência, Bezerra prognosticara que, com as prodigiosas faculdades de que era dotada, um dia a médium assombraria a todos. Sua profecia não tardou a se cumprir, pois logo Adelaide começou a trabalhar, como médium auditiva, na propagação da Doutrina, fazendo conferências e receitando, com tal acerto e exatidão, que seu nome se irradiou por todo o País.

[...] Com o casamento em 1906, os afazeres do lar e, mais tarde, a educação dos filhos, Adelaide afastou-se da propaganda ativa nos Centros, mas não deixou a militância. Nas horas de lazer, em sintonia com os guias espirituais, recebia e produzia páginas admiráveis, que foram reunidas na obra Do além, em 21 fascículos, Foi então que adotou o pseudônimo "Aura Celeste" com o qual ficou conhecida no Brasil inteiro. Em 1920, retornou à tribuna e aos trabalhos mediúnicos com vigor e entusiasmo. De compleição franzina, o organismo de Aura Celeste ressentiu-se; nem por isso ela deixou de cumprir seus deveres. O dr. Joaquim Murtinho era o médico espiritual que, por intermédio de Aura, trabalhava no atendimento a enfermos e necessitados, diagnosticando e curando quantos lhe batiam à porta.

Nesse período, Aura desenvolveu espontaneamente diversas faculdades mediúnicas. Além das faculdades de incorporação, audição, vidência, psicografia, cura e intuição, Aura Celeste possuía também a extraordinária faculdade da bilocação. Graças a ela, Aura operou curas em diferentes lugares do Brasil, aos quais se transportava em “desdobramento fluídico”, sendo visível seu corpo perispirítico. Foi o que aconteceu em Juiz de Fora e Corumbá (fato provado), em que enfermos sob seus cuidados nas duas cidades a viram aplicar-lhes passes.

Poetisa, conferencista, contista e sobretudo educadora, Aura Celeste deixou excelentes obras literárias e de doutrina, em prosa e verso, assinando-as quase sempre com o pseudônimo. Foi assim com "Vozes d'Alma", versos; "Sentimentais", versos; "Aspectos da alma", contos; "Palavras espíritas", palestras;"Rumo à verdade"; "Luz do alto". Esparsos em revistas e jornais espíritas, há muitas poesias e artigos doutrinários de sua autoria.

Leal de Souza, grande jornalista e literato, referiu-se a Aura Celeste como “a grande musa moderna, a musa espiritualista”.

Adelaide Câmara desencarnou na cidade do Rio de Janeiro em 24 de outubro de 1944.

[...] O Asilo Espírita “João Evangelista”, no Rio de Janeiro (que Aura Celeste ajudou a fundar e ao qual dedicou-se por muios anos), em sede própria, permanece atestando a obra e o devotamento à causa do bem daquela nobre mulher que se chamou Adelaide Augusta Câmara e que o Brasil conheceu como Aura Celeste.

Fonte: WANTUIL, Zênus. Grandes Espíritas do Brasil – 53 biografias.

Aura Celeste merece nossa reverência, como uma grande mulher que deixou no mundo um rastro de luz.

Cristina Helena NO BLOG "SOMOS ESPÍRITOS" EM 06/03/2010

domingo, 25 de julho de 2010

NOSSO LAR


MERCADO DOS SONHOS


Dias corridos quase sempre encontram noites afoitas e daí tudo se vai e a gente não tem tempo de relatar como andam as coisas. Mas deixamos aqui apenas um recado que tudo caminha bem. Estamos há pouco mais de 2 meses da estréia do filme e, claro, os trabalhos voltados para as campanhas promocionais demandam nossas atenções. Preparamos promoções, spots, visitas. O diretor e roteirista Wagner de Assis e os produtores Iafa Britz e Luiz Augusto de Queiroz ajustam suas agendas para viajar pelo país em visitas aos centros espíritas que desejam suas presenças para um encontro sobre o filme (ainda há data se você tem um grupo que gostaria da presença deles).

Agora, mais do que nunca, cada pessoa que já tem a informação do dia da estréia, que se interessou em ver o filme, precisa ser um agente multiplicador para que tudo ocorra bem. Aqui vale uma explicação sobre o mercado de cinema - o primeiro fim de semana "dita" como será a vida do filme nas telas. Portanto, a sexta-feira, dia 3, e o sábado, dia 4 de setembro, principalmente, são dias em que os cinemas precisam estar cheios. Com uma boa média por sala, o filme ganha uma boa projeção de tempo nas telas. Portanto, os dois primeiros dias são fundamentais. Se há um pedido a ser feito sempre, é que o público esteja presente nas salas nessas primeiras 48 horas de exibição do filme. Todo o resto vem depois - quem gostou recomenda, quem gostou volta pra ver, quem gostou contagia quem ainda não viu. Deixar para ver o filme na semana seguinte pode ser uma atitude prejudicial ao próprio filme. O cinema é também uma indústria e precisa dela para existir. Que possamos começar, desde já, uma onda multiplicadora que desague nos cinemas brasileiros na sexta-feira, dia 3 de setembro. Porque, no final das contas, um filme só fica "pronto" de verdade na sala escura do cinema - é preciso do público para completá-lo.


RETIRADO DO BLOG DO FILME "NOSSO LAR"

MEDICINA E ESPIRITUALIDADE


HOMEOPATIA: O QUE É E COMO FUNCIONA?



A homeopatia é uma terapia primeiramente descrita e organizada por um médico, químico e pesquisador germânico , Samuel Hahnemann (1755-1843). Ele descobriu após anos de pesquisa, que doenças semelhantes curam doenças semelhantes. Hoje, depois de percorrer uma longa trajetória exposta a dúvidas e preconceitos, a homeopatia já é reconhecida pelo Ministério da Saúde como prática integrativa do Sistema Único de Saúde desde 2006, e ganha aos poucos, cada vez mais adeptos.
Em Florianópolis numa clínica particular e na Clinipar, um clínico geral, pediatra , homeopata e Terapeuta Regressivo de Vidas Passadas – TRVP – o médico Ricardo Di Bernardi, complementa a teoria de Hahnemann dizendo que: “o semelhante cura o semelhante”.
Di Bernardi foi entrevistado do Saúde em foco , e esclareceu as principais dúvidas a cerca da homeopatia,
tanto no tratamento de adultos quanto de crianças, confira os principais pontos da entrevista abaixo:

Marilei - O que significa exatamente este príncípio da homeopatia, doenças semelhantes curam doenças semelhantes?

Dr.Ricardo- Na realidade nós usamos a denominação seguinte: o semelhante cura o semelhante, por exemplo, suponhamos o remédio homeopático que utilizamos para crianças e adultos, arsenicum album, que se ingerido puro é um veneno mortal, pois traduz-se nos seguintes sintomas, palidez intensa , falta de ar, ansiedade, angústia , sudorese intensa, crise de asma e até mesmo uma parada respiratória. Porém, esse mesmo arsenicum album, se administrado como arsenicum homeopático, servirá para tratar e até curar, um paciente que tenha os sintomas anteriormente citados, em função da semelhança dos mesmos. O arsenicum album homeopático é na verdade a diluição do arsenicum químico, milhares ou milhões de vezes em água, onde essa água passa a energia do arsenicum sem ter a química dele, estimulando por uma ação semelhante a uma defesa orgânica , uma mudança do organismo, tratando a doença.

Marilei -Partindo desse princípio, há muitos questionamentos quanto a eficácia da homeopatia por ser diluída milhares de vezes em água, como o senhor explicaria a eficiência do medicamento, mesmo tendo ele sido diluído
tantas vezes?

Dr.Ricardo- Quanto mais diluída maior é a potência da homeopatia, ao contrário do remédio químico, que nesses casos perde o efeito, na homeopatia essa diluição aumenta o efeito, porque ele não tem nenhuma ação química ao
medicamento, ele não age bioquimicamente, ele age por freqüência de energia, ele atua no nosso corpo enérgico, em outra dimensão, então, por exemplo, o arsenicum leva uma freqüência de energia através da água que é só um
veículo dessa energia, atuando no nosso corpo enérgico, chamada fluído vital, que atua energeticamente, então a conseqüência se faz no corpo físico e mental.

Marilei - Quais são os tipos de produtos utilizados na composiçãodos medicamentos homeopáticos?

Dr.Ricardo- Se usam medicamentos vegetais como: pulsatilla, lycopodium, arnica. Se usam medicamentos minerais como o arsenicum album que se falou agora à pouco.Também são utilizados ouro, chama-se aurum, platina, como ferrum que não é o químico, mas o diluído, assim como se usa medicamento retirados dos animais, como buforrana
do sapo, lachesis trigono séfulus, de uma cobra com cabeça de triângulo,então, há remédios de aranhas, escorpiões, cobras, baratas específicas, ou seja, dos três reinos. Não é a homeopatia tratamento com planta, nem é chá, que também é muito bom, os tratamentos com chás são fitoterápicos, não homeopáticos.

Marilei -Quais as vantagens e desvantagens da Homeopatia?

Dr.Ricardo- As vantagens, primeiro os remédios costumam ser mais acessíveis, menos caros, não costuma dar efeitos colaterais, a nível químico, porque não atua a nível químico, os efeitos colaterais em homeopatia são quase inexistentes, ao contrário dos remédios tradicionais(alopáticos) que pode ter até nas doses corretas efeitos colaterais. Além disso, a homeopatia atua na causa e não na periferia, se temos dois pacientes com asma, nós vamos tratar a asma dele não só a nível orgânico, mas a nível psíquico, então para nós importa se a asma é desencadeada por um comportamento emocional. Então, é preciso identificar estás características, que provocam as crises de asma, e verificar se ele tem medo, angústia, indignação, irritação, ansiedade, e se estás características
são as que desencadeiam a asma, e conforme estás características o remédio muda e vai variar de pessoa para pessoa, então buscar-se-á a homeopatia que irá equilibrá-lo, acabando ou amenizando as crises. Quanto as desvantagens, eu as desconheço, porém, “ para não puxar brasa para minha sardinha”, vejamos o seguinte uma pessoa que só trata com homeopatia, de forma radical, corre o risco de não tratar alguma doença, por exemplo, eu
sou médico homeopata, mas se o meu paciente tem meningite, eu vou tratá-lo com injeção, antibiótico e na veia, mesmo que o paciente queira só homeopatia, ou o senhor vai se tratar com antibiótico ou o senhor mude de médico,
porque caso contrário pode ir a óbito, ou ter uma lesão definitiva, então o uso da homeopatia tem que ser feito com critério e quando é o seu momento, a desvantagem seria a utilização da mesma de forma inadequada, sem bom senso.

Marilei - Quais os tipos de doenças tratadas pela Homeopatia?

Dr.Ricardo- As doenças mais frequentemente tratadas, são as emocionais, como: ansiedade, stress, e também as alérgicas como rinites e ainda as asmas, enxaquecas, gastrite, bronquite, todas àquelas doenças repetitivas, que vão e voltam seguidamente, com homeopatia o resultado é muito mais eficaz e rápido, mas não na crise, nesse momento dou o remédio analgésico para dor, mas se ela quiser tratar a enxaqueca para o resto da vida, aí uso a homeopatia e ela passará a ter cada vez menos as crises, até não ter mais.Em todas as doenças nós podemos usar a homeopatia para auxiliar o tratamento convencional, por exemplo tive pacientes com AIDS e câncer, então, orientei-os a continuar o tratamento com o seu infectologista e oncologista e disse-lhes, que iria auxiliálos com o tratamento homeopático, e agente auxilia bastante.

Marilei -Até porque a homeopatia atua muito na melhoria da imunidade, correto?

Dr.Ricardo- Sim, de fato, é verdade.

Marilei - Somente médicos podem ser homeopatas? Como saber se estamos sendo atendidos por um profissional habilitado?

Dr.Ricardo- A única maneira de saber se é um profissional habilitado, é sabendo se ele é médico ou não, porque desde 1990, a homeopatia é reconhecida como especialidade médica, pelo conselho federal de medicina e conselho
regional de medicina, só podendo ser exercida por médicos.

Marilei - Quem está fazendo um tratamento homeopático para um determinado fim pode tomar remédio para outro problema sem relação com aquele que você está tratando com Homeopatia?

Dr.Ricardo- Sim , perfeitamente.

Marilei - Pode inclusive fazer tratamento alopata paralelo ao homeopata?

Dr.Ricardo- Sim, pode fazer, e agente dá apoio, tem pacientes que tem tireóide, e tratamos paralelamente ao médico alopata.

Marilei - Nesse caso, é necessário informar o médico alopata?

Dr.Ricardo- Não , necessariamente, mas se quiser pode informar, porque a homeopatia não irá interferir no tratamento alopata.

Marilei -A Homeopatia é um tratamento curativo ou preventivo, ou os dois?

Dr.Ricardo- Os dois.

Marilei -O tratamento pela Homeopatia é mais longo do que seria o tratamento com remédios
convencionais?

Dr.Ricardo- Uma senhora minha cliente, sofria de enxaqueca,uma senhora de uma certa idade, e ela vinha tratando
há 30 anos com um excelente neurologista, e ela me procurou para tratar homeopaticamente, e então, começamos a anamnese (investigação do seu caso), estudamos o temperamento dela, relacionamentos familiares, os medos, os sonhos que ela tinha a noite, as sensibilidades, para caracterizar a freqüência de energia dela, e a medicação e receitei a medicação, e disse a senhora venha periodicamente para agente acompanhar, primeiro mensalmente, depois de dois em dois meses, depois de três em três, e ela disse quanto tempo vai levar esse tratamento, e eu disse mais ou menos uns 2 a 3 anos, e ela disse: ah! Dr. Ricardo como é lenta a homeopatia,não! E eu disse para ela quanto tempo faz que a senhora está tratando com o neurologista? E ela disse é verdade uns 30 anos, e eu respondi então 3 anos não é muito não é. Então, na verdade as pessoas repetem culturalmente, ou seja, não é a realidade.

Retirado do Blog " MEDICINA E ESPIRITUALIDADE"

quinta-feira, 22 de julho de 2010

SÉRIE PRA PENSAR...

Mediunidade e depressão não são a mesma coisa
Monica Buonfiglio/Especial para o Site Terra


Muitos confundem depressão com mediunidade e por isso, centros estão apinhados de pessoas depressivas que acreditam estar sob a ação de um espírito obsessor que, em 90% dos casos, não é verdade.

Quem se diz mediúnico tem um dia a dia como de qualquer outra pessoa: as manifestações espirituais ocorrem em momentos específicos. O médium vive em clima de fé, confiança e seus frutos rendem amor. Dependendo do seu grau evolutivo pode ficar mais apto a captar energias negativas de alguém ou de um local, como se fosse uma esponja (em alguns casos, fica irritadiço, tem dificuldades no convívio com a família etc.), mas tudo isso é passageiro. Já a depressão é agonizante, desesperadora, traz um sofrimento mental além da sensação de culpa, inadequação, profunda ansiedade, falta de iniciativa, perda de interesse em tudo e inabilidade para gozar a vida que fica absolutamente sem sentido. Por isso é importante ter ajuda de um especialista, pois é causada por uma disfunção neuroquímica (serotonina e noradrenalina) no cérebro, e se apresenta em crianças, jovens, adultos e velhos de ambos os sexos.

Para o depressivo, o mundo e a vida são vistos sob um prisma negativo, doloroso e mau. Tudo se torna insuportável, inescapável e desesperançoso. Pode ocorrer o bloqueio energético, uma inibição severa das funções fisiológicas como a digestão, atividades sexuais, ciclo menstrual e ritmo de sono; sua conversa se torna tensa, repetitiva, falando de desgraças na maior parte do tempo.

Segundo a OMS, um em cada cinco indivíduos é afetado pela depressão e atinge na sua maioria a faixa de 30 a 40 anos. Ela deve ser tratada usando medicamentos e terapia. É uma doença e não apenas tristeza, e muitos têm preconceito em procurar um psiquiatra.

A criança também pode ter depressão, que tem sua origem associada à separação dos pais ou a morte de um ente querido, apresentando estes sintomas: ideia de que nada dá certo, desinteresse em brincar com amigos, excesso de sentimento de culpa, desejo em ficar sozinho, cansaço após atividades físicas, irritação, agressividade, dificuldade para dormir, mudança de alimentação e submissão aos outros.

Quem usa frequentemente as palavras "não, nunca, jamais, mágoa, odeio, só penso em morrer, como vai dar certo se tudo dá errado só para mim" etc., tem grande chance de ser depressivo.

Claro que a fé é um grande aliado na ajuda ao tratamento da depressão; por isso a oração, o estudo da espiritualidade, a frequência em um local religioso são fatores que contribuem para a melhora do ser humano, em todos os níveis. Lembre-se que não são as pessoas que estão contra você, mas você que pode estar contra si mesmo. Por isso, procure ajuda.

P.S: É UM ASSUNTO MUITO INTERESSANTE E PERTINENTE . É PRECISO ESTAR ATENTO PARA ESSAS QUESTÕES. SEMPRE.../mafr

sábado, 19 de junho de 2010

SÉRIE IMAGENS



ATENÇÃO: ESTA IMAGEM FOI RETIRADA DO SITE "APOMETRIA E LUZ UNIVERSAL"

http://terapeutacris.ning.com/

sexta-feira, 18 de junho de 2010

SÉRIE BEZERRA

SOBRE COMO A CARIDADE PODE SER ATIVA PARA SER OPERATIVA


AO LER ALGUMAS PASSAGENS DO LIVRO "BEZERRA , CHICO E VOCÊ " , ME DETIVE MAIS UM POUCO NAS PÁGINAS EM QUE O DOUTOR BEZERRA NOS TRAZ ALGUMAS IMPRESSÕES SOBRE O TRABALHO NO BEM , DESTACANDO QUE É NO BEM DE UNS PARA COM OS OUTROS QUE ESTAREMOS ENCONTRANDO O NOSSO PROPRIO BEM ...

ELE ENTÃO COMEÇA A COLOCAR QUE A AÇÃO ATIVA DESTE BEM É A PRÁTICA DA CARIDADE , QUE NOS REUNE DE FORMA SUBLIME NA AÇÃO DE SERVIRMOS UNS AOS OUTROS. É MUITO INTERESSANTE OBSERVAR O ROTEIRO E O CAMINHO QUE ELE NOS APONTA PARA ESSA ATITUDE: O RESPEITO E O ENTENDIMENTO FRATERNAL NO DIA-A-DIA; A GENTILEZA DIANTE DA AGRESSIVIDADE; A PACIENCIA PARA COM O DESEQUILÍBRIO; A FÉ COMO RESPOSTA ÀS DESILUSÕES;O OTIMISMO PARA O ENFRENTAMENTO DAS PROVAS;A BENÇÃO PARA TODOS OS QUE NOS AMALDIÇOAM; O AUXÍLIO EM FORMA DE COMPREENSÃO E BONDADE; O RECONFORTO DIANTE DA DOR; DO CONHECIMENTO QUE AJUDA A IGNORANCIA; DA ATENÇÃO DOS SÃOS AOS DOENTES ; DO APOIO DOS FORTES AOS FRACOS; DOS QUE TRAZEM A ESPERANÇA AOS QUE POSSUEM SÓ A INCERTEZA; DOS QUE PODEM DISTRIBUIR AOS QUE SÓ TEM MIGALHAS ; DOS AMPARADOS AOS QUE SÓ TEM ANGÚSTIA...

MAIS ADIANTE ELE NOS SUGERE RECORDAR JESUS QUE NOS ENSINA QUE PARA TAL BASTA QUE
NOS AMEMOS UNS AOS OUTROS COMO ELE NOS AMA E CONFIEMOS VERDADEIRAMENTE QUE ASSIM E SÓ ASSIM É QUE ESTAREMOS COLOCANDO NO NOSSO DIA E NA NOSSA VIDA O PRINCÍPIO DA CARIDADE COMO NORMA DE AÇÃO .

PENSO , ENTÃO , QUE TODO O ESFORÇO NOSSO NESSA DIREÇÃO , DEVE PASSAR NECESSARIAMENTE PELA INCORPORAÇÃO DO COMPROMISSO VERDADEIRO DE PRATICAR OPERATIVAMENTE AÇÕES NA BUSCA DO BEM EM NÓS. SEM ALARDE , PODEMOS TRANSFORMAR TODA AÇÃO EM OPORTUNIDADE DE , MESMO NA ADVERSIDADE , COM TODAS AS PROVAS E LUTAS , NOS MELHORARMOS E MELHORARMOS COM AS NOSSAS ATITUDES ,AS CONDIÇÕES DOS QUE NOS CERCAM E ESTÃO CONOSCO NA MESMA FAIXA DE IDEAL E SERVIÇO. ASSIM . ESTAREMOS AOS POUCOS , EMPREENDEMOS EM NÓS , A RETOMADA DO CAMINHO QUE PERDEMOS , DE VOLTA A CASA DE NOSSO PAI - NÃO UMA VOLTA ALEGÓRICA , MAS VERDADEIRA , O RUMO DO CAMINHO NA BUSCA DA VERDADEIRA LUZ QUE ESTÁ ADORMECIDA EM CADA UM DE NÓS...

AFINAL , É PARA ISSO . QUE ESTAMOS (RE)ENCARNANDO ,NÉ?


LER TAMBÉM EM
http://www.webartigos.com/authors/viewaccount

quinta-feira, 3 de junho de 2010

SÉRIE BEZERRA DE MENEZES

"NA EQUIPE CRISTÃ"


(...)um grupo espírita é uma equipe de Jesus em ação. Equipe em que somente o propósito do Mestre Divino prevalece , na produção de amor e luz a que todas as expressões do Evangelho são chamadas .
(...) procuremos no trabalho , que o Senhor nos reserva , a posição de serviço que nos é própria ,nela buscando a felicidade de obedecer ao Celeste Orientador. .Nem queixas , nem exigencias . Nem deserção , nem exclusivismo. Nem lamentação , que é indisciplina , nem exame precipitado do concurso alheio que redunda em desordem .
(...)busquemos a tarefa que nos cabe realizar e a edificação coletiva com Jesus erguer-se-á sublime , lançando seguros alicerces no presente para que o futuro pertença ao Reino de Deus.
(...) não nos esqueçamos de que somos os braços do Senhor em serviço D'Ele e , aceitando a nossa condição nesse clima de fraternidade e interdependencia , ante a Supervisão Divina , estejamos convencidos de que como equipe do Benfeitor Eterno , estaremos concretizando o Seu excelso programa de luz e amor.


( Do livro BEZERRA , CHICO E VOCÊ. De Mensagem Recebida em 1950, PAG. 75. Grupo Espírita Emmanuel)

PENSO QUE ESSAS SÃO ORIENTAÇÕES MUITO PERTINENTES A TODO GRUPO QUE SE PROPÕE AO TRABALHO CRISTÃO - QUE DEVE SEMPRE TER UM CARÁTER EVANGÉLICO , DE ATENÇÃO E ASSISTENCIA AOS MAIS NECESSITADOS . ACREDITO QUE DEVEMOS SEMPRE LEMBRAR QUE A NOSSA CONDIÇÃO NÃO NOS COLOCA EM NENHUM PEDESTAL . MUITO PELO CONTRÁRIO . SE NOS SENTIMOS COMPROMETIDOS COM AS TAREFAS DE SERVIR E AJUDAR , PRECISAMOS ENTENDER QUE É O NOSSO ESPÍRITO - MUITO ENDIVIDADO , QUE NOS COLOCA NA DIREÇÃO DESSE TRABALHO , DADO A NÓS PELA GRANDIOSA MISERICÓRDIA DO NOSSO PAI QUE NOS AMA.DEVEMOS ESQUEÇAR A VAIDADE , O DESTAQUE E O EXCLUSIVISMO PARA NOS LEMBRAR APENAS DA DEDICAÇÃO , DO COMPROMISSO E DA DISPOSIÇÃO EM COLOCAR TODO O NOSSO ESFORÇO - E AINDA VAI SER MUITO POUCO , PARA A TAREFA DA QUAL SEREMOS OS MAIORES FAVORECIDOS.

QUE JESUS NOS ABENÇÕE...

domingo, 16 de maio de 2010

SOBRE A PARÁBOLA DO SEMEADOR...

o semeador saiu

Emmanuel


Plantar o bem e estendê-lo sempre. Para isso, agir e servir são imperativos da natureza espiritual.

Convém lembrar, no entanto, que a sementeira não se realiza em talhões recamados de ouro.

O semeador lidará com a terra.

Após arroteá-la, na maioria dos casos, precisará irrigá-la e, por isso, conviverá com o barro do mundo.

Enquanto prepara ninho às sementes, não evitará resquícios de poeira e lama, lodo e adubo nas próprias mãos.

Aguardará com interesse a germinação das esperanças que se lhe consubstanciam nas plantas nascentes. E, em seguida, os cuidados se lhe redobram.

Indispensável acompanhar a influência do calor e da umidade, preservar a lavoura iniciante contra a incursão de pragas invasoras, observar as alterações do tempo e garantir as condições de êxito à plantação, até que surja a colheita dos frutos.

Idêntica situação no mundo ainda é a de todos os cultivadores da seara do bem.

Designados para o lançamento das idéias alusivas à renovação espiritual, quase sempre, são impelidos a suportar o contato das glebas difíceis da incompreensão humana.

Não encontram caminhos aplainados para a comunicação com os padrões preestabelecidos da cultura terrestre e, freqüentemente, se obrigam a tolerar obstáculos e reações negativas.

Servirão com devotamento às idéias novas. No entanto, a seara da verdade e da elevação somente lhes surgirá no futuro, em plenitude de beleza e de luz.

Assevera-nos Jesus, o Cristo de Deus: “e o semeador saiu a semear...”

Isso equivale a dizer que o semeador saiu de si mesmo, a desvencilhar-se de todas as concepções de separatividade e egoísmo, a fim de auxiliar e compreender, trabalhar e servir, amar e tolerar, com esquecimento de si mesmo para a vitória do Bem.

Extraída do Livro Paz
Livro Psicografado por Francisco Cândido Xavier

Autor da trilha de 'Chico Xavier', Egberto Gismonti revê sua trajetória - O Globo

Autor da trilha de 'Chico Xavier', Egberto Gismonti revê sua trajetória - O Globo

sexta-feira, 14 de maio de 2010

SOBRE A TRANSCOMUNICAÇÃO


Vida após a morte será tema de tese na PUC de São Paulo

Manoel Fernandes Neto

O assunto não tem nada a ver com religião, apesar de falar de vida após a morte. Sonia Rinaldi há mais de 20 anos pesquisa o assunto e prepara-se para um desafio hercúleo: levar para um ambiente totalmente cético algo que comumente é tratado com crença. Ela vai defender, a partir deste ano, uma tese de mestrado na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, intitulada “Transcomunicação: Interconectividade entre Múltiplas Realidades e a Convergência de Ciências para a Comprovação Científica da Comunicabilidade Interplanos”, com a qual pretende comprovar que após a morte do corpo físico a consciência sobrevive.


Essa consciência, segundo Sonia, classificada de vários nomes, mantém sua individualidade, história, aquisições morais e intelectuais, além de ter capacidade de comunicação com o mundo da matéria. Atualmente, como uma das coordenadoras do Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental, Sonia passa seus dias conectando aparelhos de gravação de áudio e vídeo, buscando contato com o que convencionamos chamar de “o outro lado da vida”.
Para a pesquisadora, o fato deste tipo de abordagem adentrar o mundo acadêmico é uma conquista que só será percebida no futuro, mas que trará benefícios para toda a Humanidade: “É chegada a hora de sair da infância e encarar a realidade da nossa evolução contínua.”, diz Sonia.
Acompanhe a entrevista exclusiva concedida por Sonia Rinaldi ao editor da NovaE.


Após 20 anos de pesquisa, como a ciência clássica, baseada em conceitos da matéria, vem encarando o seu trabalho?
A Ciência, de forma ampla, está longe de se interessar. Uns tantos cientistas mundo a fora vêm trabalhando no sentido de documentar a realidade da sobrevivência após a morte. Porém, quer nos parecer que nenhum fenômeno é mais concreto - e, portanto, suscetível de toda sorte de análises e investigação, como requer a Ciência -do que a Transcomunicação Instrumental – ou seja, a comunicação com o Outro Lado da Vida através de gravações em computador e vídeo. Este ano de 2009 traz uma nova rota para nossa pesquisa, pois inicio Mestrado na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, justamente para levar a Transcomunicação ao meio acadêmico, coisa que jamais ocorreu na História. Veremos, daqui a uns anos, o que teremos conseguido.


Como foi o processo de aprovação de sua tese de mestrado, sobre este assunto tão avesso ao mundo acadêmico?
Chegaram a me chamar na PUC para eu mudar minha tese, mas não aceitei. Tenho premência em conduzir a pesquisa conforme a proposta, pois minha tese não será simples – propus uma mega-tese multidisciplinar, pois já considerei o fato de que eu, sozinha, seria inapta para comprovar qualquer coisa. Propus a participação de engenheiros, físicos e matemáticos – todos com doutorado, para que sejam eles que avaliem, dentro dos parâmetros requeridos pela Ciência, que o fenômeno é real. A minha parte é levantar a ocorrência do fenômeno – a deles será endossar a autenticidade e – dentro das possibilidades –, tentar explicá-lo.


Quem serão os maiores beneficiados com a comprovação científica da sobrevivência após a morte?
A meu ver, a própria Humanidade, que deixará de se enganar. É como se fosse chegada a hora de sair da infância e encarar a realidade da nossa evolução contínua.


Você pode explicar aos nossos leitores, em sua maioria, leiga neste assunto, o que seria a hipótese "sobrevivencialista " em contraposição à hipótese "psi"?

Quem é a favor da sobrevivência após a morte vê a coisa como sendo o ser humano composto de um corpo e uma alma, ou espírito. Na morte do corpo físico, esse espírito ou consciência, prosseguiria na jornada. Esse é o ponto de vista dos espiritualistas. Já uns tantos parapsicólogos acham que os fenômenos paranormais não são resultado de uma intervenção espiritual, mas sim, produto da própria mente de quem produz o fenômeno. No caso da Transcomunicação, exaustivamente essa segunda hipótese fica descartada, por uma série de fatores que não arrolaremos para não nos estendermos. Mas sumarizamos dizendo que as Vozes que gravamos falam de coisas que ninguém sabia, dão nomes de pessoas, cidades de origem, etc., que o transcomunicador nunca ouviu falar. Filhos falecidos mencionam peculiaridades que só a família sabe, etc. Não há a menor possibilidade de ser produto da mente de alguém. Necessariamente, os contatos mostram que estamos em contato com seres que já partiram.


Como são realizadas suas experiências de gravação? Qual é sua rotina de pesquisadora?
Agora, com o Mestrado, tudo girará em função disso, e as gravações serão feitas para que os cientistas que participarão da tese possam ter mais e mais elementos de estudo. Fora disso, vou continuar dando uma aula por mês de como gravar para as pessoas interessadas.


Nos workshops realizados por você, como as pessoas têm reagido ao contato com entes que se foram? Na mesma linha desta questão, a saudade e a necessidade de um contato não podem prejudicar uma análise racional?
Em todos os cursos (workshops) que damos, todos obtêm resultados de seus falecidos e aprendem a gravar. Não há como comprometer a interpretação, porque, ou a resposta está lá ou não está. Nossas gravações há anos são bem claras... não deixam margem de dúvida ou permita dúbia interpretação. Se a gravação/resposta não for clara, será descartada.


Quando se fala em vida após a morte, as pessoas fazem logo uma conexão com religião, que, no sentido clássico, vai na contramão da pesquisa científica. Como você lida com isto?
Religião que se esconde atrás de dogmas e não respeita a lógica deve estar com os dias contados. A globalização e o avanço tecnológico despertaram a racionalidade, e a visão setorizada tende a mudar. Ou algo é "verdade" ou não merece crédito. E tudo que é "verdade" tem que ser passível de análise e investigação. Há de chegar o tempo em que o ser humano dispensará supostas leis divinas, sejam lá quais forem, que não passem pelo crivo da lógica racional.


Considerando a hipótese sobrevivencialista, quais as diferenças deste contato em relação à psicografia, já que as gravações captam pequenas frases, às vezes com uma estrutura gramatical inversa, bem diferente dos livros mediúnicos, que são verdadeiros tratados, romances, com estruturas complexas...

A diferença fica por conta de que tudo que não pode ser matematicamente investigado, fica excluído do interesse da Ciência. Até hoje, centenas de médiuns têm dado importante contribuição no sentido filosófico e social; porém, fica fora da possibilidade da comprovação da realidade disso. Já no caso da Transcomunicação, qualquer "alô!" vem com um peso incontestável diante dos olhos de um cientista. Por isso, penso que a Transcomunicaçã o Instrumental é o veiculo mais poderoso para comprovar que se vive depois da morte, além, claro, de levar consolo a milhares de pessoas que sofrem com a perda de alguém querido.

domingo, 18 de abril de 2010

SÉRIE "O CLARIM"

Abril no Espiritismo
Octávio Caúmo Serrano

Habitualmente os Centros Espíritas comemoram no dia 18 de abril o lançamento da primeira edição de “O Livro dos Espíritos”, obra que deu corpo de doutrina ao Espiritismo. No mês, porém, há outras datas importantes que valem a pena ser relembradas.
No dia 1 de abril de 1858, menos de um ano depois do lançamento da obra básica, o codificador Allan Kardec criou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, deixando clara a importância do estudo espírita para aqueles que realmente desejassem compreender as mensagens do Plano Superior.
Foi o primeiro núcleo criado para estudo e discussão das revelações recém-chegadas e que mereciam ser mais bem compreendidas.
No dia 29 de abril de 1864, mais uma importante data de abril, Kardec lançava o terceiro livro da codificação, sucedendo “O Livro dos Espíritos” e “O Livro dos Médiuns”, de 1861. Tratava-se do livro “Imitação do Evangelho” que, a partir da terceira edição, passou a chamar-se “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
É provavelmente o livro mais lido e conhecido entre os espíritas, usado inclusive na prática do Evangelho no Lar e também recomendado para a oração diária que deve ser um hábito de todas as pessoas.
De nossa parte, defendemos que é um livro para também ser estudado, porque é um manancial de boas maneiras e um código de bem viver.
Ele foi escrito muito bem estruturado. Depois de um extraordinário prefácio assinado pelo Espírito de Verdade e uma bem feita introdução, constam do livro vinte e oito capítulos, sendo o último uma coletânea como sugestão de preces espíritas.
Em cada capítulo temos o enunciado clássico da Bíblia (Novo ou Velho Testamento), a explicação de Kardec para o referido texto e a orientação ou depoimentos de Espíritos que exprimem seus conselhos ou experiências vividas quando encarnados na Terra para servir-nos de alento ou advertência.
Esse livro, como que encomendado pelo Espírito de Verdade, enfatiza o cunho religioso do Espiritismo. Em contato de Kardec com o Espírito Guia em 9 de agosto de 1863, assim se manifestou o orientador: “Aproxima-se a hora em que terás de apresentar o Espiritismo como ele é realmente, mostrando a todos onde se encontra a verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo. Aproxima-se a hora em que, diante do Céu e da Terra, terás de proclamar o Espiritismo como a única tradição verdadeiramente cristã e a única instituição verdadeiramente divina e humana. Ao te escolherem, os Espíritos conheciam a solidez de tuas convicções e sabiam que a tua fé, qual um muro de aço, resistiria a todos os ataques.” (1)
Eis porque “O Evangelho Segundo o Espiritismo” trata apenas da moral do Cristo, desprezando rituais, dogmas, o que faz com que não conflite com as demais religiões.
O Espiritismo não veio para combater as outras doutrinas, mas para ser um suporte a mais para o entendimento do Evangelho de Jesus por todas as criaturas.
Agradecemos a Allan Kardec por estas belas datas de abril!

Matão, 18 de Abril de 2010
http://www.oclarim.com.br

(1) O ESE – Edicel – 3ª edição de 1987 – Notícia sobre o livro.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

AÇÃO E ATITUDE

"Não te detenhas , portanto. Não admitas que a incerteza ou o temor te imobilizem o passo. Vale-te das horas e auxilia sempre , sem ostentação de virtude, sem reclamação ,sem alarde , e a vida entesourará as tuas migalhas de amor , delas formando a tua riqueza imperecível na bem-aventurança espiritual" (Emmanuel)



Sempre é tempo de agir e de fazer . Por mais que a nossa dificuldade seja muito grande , ela nunca deve imobilizar a nossa ação. Em todo momento , sempre é momento de estender a mão e de abrir o coração a quem precisa . Mesmo que seja só para ouvir . Mesmo que seja só para abraçar . Mesmo que seja só para segurar na mão. Tem horas que a intenção e o afeto podem caminhar juntos na direção do afago e do carinho . Em muitas oportunidades , temos a oportunidade de nos disponibilizarmos para algumas atitudes que , sempre são benvindas para quem está precisando . As atitudes mais valiosas são as mais simples , as que se cercam de solidariedade e de fraternidade , de amor e de carinho . O Amor só precisa do amor para ser alimentado . Para ficar forte , a nossa ação só precisa fortaleçer a esperança . Para a esperança se espalhar é necessário apenas a disposição do servir . Para tudo isso acontecer só precisamos acreditar , uns nos outros e , principalmente na nossa capacidade de amar sem condições nem limites. Que Deus , o Nosso Pai , nos abençõe a todos...

domingo, 4 de abril de 2010

SOBRE A PÁSCOA...




Visão Espírita da Páscoa
06/04/2006


Marcelo Henrique

Eis-nos, uma vez mais, às vésperas de mais uma Páscoa. Nosso pensamento e nossa emoção, ambos cristãos, manifestam nossa sensibilidade psíquica. Deixando de lado o apelo comercial da data, e o caráter de festividade familiar, a exemplo do Natal, nossa atenção e consciência espíritas requerem uma explicação plausível do significado da data e de sua representação perante o contexto filosófico-científico-moral da Doutrina Espírita.

Deve-se comemorar a Páscoa? Que tipo de celebração, evento ou homenagem é permitida nas instituições espíritas? Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus?

Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou filosofias “cristãs”. Todavia, o sentimento de religiosidade que é particular de cada ser-Espírito, é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou, mesmo, coletiva, acerca da Páscoa não é proibida, nem desaconselhada.

O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo. Assim, como as pessoas, via de regra, são lembradas, em nossa cultura, pelo que fizeram e reverenciadas nas datas principais de sua existência corpórea (nascimento e morte), é absolutamente comum e verdadeiro lembrarmo-nos das pessoas que nos são caras ou importantes nestas datas. Não há, francamente, nenhum mal nisso.

Mas, como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a forma de encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação bastante peculiar. Antes de mencionarmos a significação espírita da Páscoa, faz-se necessário buscar, no tempo, na História da Humanidade, as referências ao acontecimento.

A Páscoa, primeiramente, não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. Veja-se, por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e 16), a menção, do próprio Cristo, ao evento: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus.” Evidente, aí, a referência de que a Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural e, portanto, o que fez a Igreja foi “aproveitar-se” do sentido da festa, para adaptá-la, dando-lhe um novo significado, associando-o à “imolação” de Jesus, no pós-julgamento, na execução da sentença de Pilatos.

Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação à terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia.

Logo após a celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes adormeceram, tendo sido o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno.

Mas há outros elementos “evangélicos” que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao “martírio”, ao sofrimento de Jesus – tão bem retratado neste último filme hollyodiano (A Paixão de Cristo, segundo Mel Gibson) –, e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus.

No que concerne à ressurreição, podemos dizer que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da mantença da estrutura corporal do Cristo, no post-mortem, situação totalmente rechaçada pela ciência, em virtude do apodrecimento e deterioração do envoltório físico. As Igrejas cristãs insistem na hipótese do Cristo ter “subido aos Céus” em corpo e alma, e fará o mesmo em relação a todos os “eleitos” no chamado “juízo final”. Isto é, pessoas que morreram, pelos séculos afora, cujos corpos já foram decompostos e reaproveitados pela terra, ressurgirão, perfeitos, reconstituindo as estruturas orgânicas, do dia do julgamento, onde o Cristo, separá justos e ímpios.

A lógica e o bom-senso espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela injustiça moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério mais justo para aferir a “competência” ou a “qualificação” de todos os Espíritos. Com “tantas oportunidades quanto sejam necessárias”, no “nascer de novo”, é possível a todos progredirem.

Mas, como explicar, então as “aparições” de Jesus, nos quarenta dias póstumos, mencionadas pelos religiosos na alusão à Páscoa?

A fenomenologia espírita (mediúnica) aponta para as manifestações psíquicas descritas como mediunidades. Em algumas ocasiões, como a conversa com Maria de Magdala, que havia ido até o sepulcro para depositar algumas flores e orar, perguntando a Jesus – como se fosse o jardineiro – após ver a lápide removida, “para onde levaram o corpo do Raboni”, podemos estar diante da “materialização”, isto é, a utilização de fluido ectoplásmico – de seres encarnados – para possibilitar que o Espírito seja visto (por todos). Igual circunstância se dá, também, no colóquio de Tomé com os demais discípulos, que já haviam “visto” Jesus, de que ele só acreditaria, se “colocasse as mãos nas chagas do Cristo”. E isto, em verdade, pelos relatos bíblicos, acontece. Noutras situações, estamos diante de uma outra manifestação psíquica conhecida, a mediunidade de vidência, quando, pelo uso de faculdades mediúnicas, alguém pode ver os Espíritos.

A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial, os “bíblicos” Adão e Eva, no Paraíso. A presença do “cordeiro imolado”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases da via sacra.

Esta tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe. Em verdade, nós espíritas devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande – e última lição – de Jesus, que vence as iniqüidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica, para asseverar que “permaneceria eternamente conosco”, na direção bussolar de nossos passos, doravante.

Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, a vera evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo depurativo de nosso orbe. Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada por nós, espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.

Nesta Páscoa, assim, quando estiveres junto aos teus mais caros, lembra-te de reverenciar os belos exemplos de Jesus, que o imortalizam e que nos guiam para, um dia, também estarmos na condição experimentada por ele, qual seja a de “sermos deuses”, “fazendo brilhar a nossa luz”.

Comemore, então, meu amigo, uma “outra” Páscoa. A sua Páscoa, a da sua transformação, rumo a uma vida plena.

terça-feira, 30 de março de 2010

SÉRIE OPINIÃO

Espiritismo e Vida


O Espiritismo, meus irmãos, é a luz que verte do Alto na grande noite da Humanidade, para nos apontar o caminho na escuridão.

O Espiritismo, é Jesus de volta, que nos vem convidar a reflexões muito profundas a respeito do que somos - Espíritos imortais - de como estamos - corpos transitórios - e para onde vamos - na direção da pátria, conscientizando-nos que a lei que deve viger em todas as nossas atitudes é a lei de amor. Este amor, porém, que é lei natural e está em todo o Universo, porque é a lei do equilíbrio.

Quando, realmente, nos deixarmos penetrar pela proposta de Jesus, quando legitimamente nos permitirmos mimetizar pelo Seu dúlcido olhar, feito de misericórdia e de compaixão, uma nova conduta se estabelecerá em nossas vidas, e aprenderemos, por fim, a seguir com equilíbrio pela estrada libertadora.

O Espiritismo, anunciado pelo Mestre, chega na hora predita para atender o rebanho aturdido que, tresmalhado, aguarda o cajado do Bom Pastor.

Ele veio, meus filhos, e convocou-nos a uma nova ordem de pensamento e de conduta. A Sua voz, de quebrada em quebrada, chegou até estes dias, para que tivéssemos um roteiro de segurança, para não mais incidirmos ou reincidirmos nos delitos a que nos vinculamos.

Da primeira vez, iludidos, fascinados, atormentados, deformamos-lhe os ensinamentos, adaptando-os aos nossos interesses escusos. Mas Ele não cessou de nos enviar embaixadores encarregados de recordar-nos Seu amor inefável até quando Allan Kardec nos trouxe desvelado, o Evangelho para vestir nossa alma com a luz mirífica das estrelas.

Tenhamos cuidado com a prática espírita!

O Consolador não se deterá, mesmo que os homens coloquem pelos caminhos impedimentos à sua marcha, dificuldades ao processo evolutivo, porque Cristo vela!

O Espiritismo, meus filhos, é doutrina dos Espíritos para os homens. Espíritos, por sua vez reencarnados, comprometidos com a instalação na Terra do reino do amor, da justiça e da caridade.

Tende tento!

Meditai profundamente na palavra de ordem e de razão que deflui do Evangelho vivo e, se por certo, estais sendo chamados para o rebanho, esforçai-vos para atender ao convite, e lutai até o sacrifício para serdes escolhidos.

Recebeis farta messe de luz; distribuí-a pelo mundo estróina.

Sois aquinhoados com o conhecimento libertador; passai-o adiante através da voz eloqüente dos vossos atos e pela palavra austera dos vossos sentimentos.

Jesus espera! Como nós confiamos nEle e Lhe pedimos apoio, Ele confia em nós, e nos pede fidelidade.

Os Espíritos amigos, vossos anjos guardiães e companheiros de jornada, aqui estamos para sustentar-vos nos testemunhos, para dar-vos força, para que possais vencer com idealismo, de maneira estóica.

Não adieis o momento de ajudar, não procrastineis a hora de servir e, integrados na falange do bem, cantai, cantai ao Senhor, mesmo que lágrimas escorram pelos vossos olhos e dores macerem vossos corações.

Cantai um hino de júbilo e de liberdade, demonstrando que na cruz os braços estão abertos para afagar, dando testemunho que pode aquilatar o valor de quem ama.

Que o Senhor de bênçãos vos abençoe, e que a paz prossiga convosco, suavizando vossas lutas e dores!

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra de Menezes

Mensagem psicofônica obtida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao término da
conferência pública no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro,
na noite de 24 de agosto de 2000

domingo, 28 de março de 2010

SÉRIE PRA PENSAR...

Pensando sobre a Condição Mediúnica



" Digamos , antes de tudo , que a mediunidade é inerente a uma disposição orgânica , de que qualquer homem pode ser dotado , como de ver , de ouvir , de falar . Ora , nenhuma há de que o homem , por efeito de seu livre arbítrio , não possa abusar , e se Deus não houvesse concedido , por exemplo , a palavra senão aos incapazers de proferirem coisas más , maior seria o número dos mudos do que o dos que falam. Deus outorgou faculdades ao homem e lhe dá a liberdade de usá-las , mas não deixa de punir o que delas abusa. Se só aos mais dignos fosse concedida a faculdade de comunicar com os Espíritos , quem ousaria prtende-la? Onde , ao demais , o limite entre a dignidade e a indignidade? A mediunidade é conferida sem distinção , a fim de que os Espíritos possam trazer a luz a todas as camadas , a todas as classes , ao pobre como ao rico ; aos retos para os fortificar no bem , aos viciosos para os corrigir . Não são esses últimos os doentes que necessitam de médico? (...) A mediunidade não implica necessariamente relações habituais com os Espíritos Superiores . É apenas uma aptidão para servir de instrumento mais ou nenos dúctil aos Espíritos , em geral . O bom médium , pois , não é aquele que comunica facilmente , mas aquele que é simpático aos bons Espíritos e somente deles tem assistencia. Unicamente neste sentido é que a excelencia das qualidades morais se torna onipotente sobre a a mediunidade " (O Evangelho Segundo o Espiritismo , Allan Kardec , Cap XXIV - A candeia debaixo do Alqueire : Não são os que gozam saúde que precisam de médico.)


Mais Claro? Acho que não precisa , né?

quinta-feira, 25 de março de 2010

SÉRIE PARA PENSAR



"No espaço aparentemente vazio há um nexo, uma vida eterna, que une tudo quanto existe no Universo - tanto animado quanto inanimado - uma onda de vida que flui através de tudo o que existe."
Paramahansa Yogananda em Onde Existe Luz.

terça-feira, 16 de março de 2010

SÉRIE ENTREVISTA


Tinha medo e dormia com a luz acesa", diz Ângelo Antônio



Ângelo Antônio fala sobre seu novo trabalho no cinema
Foto: Thyago Andrade e Tony Andrade/AgNews

No ar como o Davi de Cama de Gato, Ângelo Antônio vive mais uma vez o desafio de interpretar um personagem bonzinho sem cair na chatice. No cinema, depois do sucesso de 2 Filhos de Francisco (2005), ele se prepara para e estreia do aguardado Chico Xavier - O Filme, onde é ninguém menos do que o famoso médium quando jovem.

Você faz mais um personagem bonzinho. Os atores falam que é bom viver o vilão. É difícil fazer o bom sem ser chato?

Eu acho. Lembra do Dorgival, de Duas Caras? Era bom de fazer, apesar de achar um absurdo algumas coisas que ele falava. Era divertido, o vilão dá essa possibilidade. Mas hoje em dia tem tanta maldade na vida que é bom passar coisas boas.

Como está sua expectativa para a estreia, em abril, de Chico Xavier - O Filme, em que você vive o médium?

Quanto mais perto chega, maior ela fica. Precisamos de histórias boas, de uma pessoa com ética bacana, espiritualidade, humanidade, generosidade. É importante reviver esse ser humano exemplar.

Você tem religião ou fé?
Tive formação católica, mas hoje me interesso pelas religiões em geral: budismo, hinduísmo, zen. Não conheço todas, mas me interesso. E o espiritismo, por causa do Chico. Pude conhecer um pouco de sua ética e vida cotidiana.

Como você se preparou para viver o Chico? Todo mundo fala da semelhança do Nelson Xavier com ele... (Nelson vive o médium mais velho)

A semelhança deles é impressionante. Faço o Chico que ninguém conhece, essa é a dificuldade. O Chico de peruca, óculos escuros, é a imagem que a gente tem dele. Basicamente, pesquisei no livro do Marcel (Souto Maior, autor As vidas de Chico Xavier, livro em que o filme se baseia) e O Evangelho Segundo o Espiritismo. Também fui para a terra dele, onde ele nasceu, conhecer as pessoas que conviveram com ele.

Você também se aproximou do filho adotivo de Chico Xavier, o Eurípedes...
Sim, e tudo isso me ajudou na preparação. Ganhei muito por ensaiar com o sapato do Chico, vestir a camisa dele, que uso até hoje, e passar seu perfume. Entrei no quarto dele e fiquei sentindo aquele lugarzinho. Perguntei do perfume ao filho dele e ele me deu um pouco. Coloquei em vidros menores e dei para o Nelson e para o Mateus (Costa), que vive o Chico pequenininho.

O que essa proximidade da história do Chico lhe trouxe?
Eu tinha uma tia que era espírita e, quando eu era criança, ela me levava para o centro e aquilo me arrepiava, me levava para um imaginário. O difícil e interessante foi que, no começo, voltou tudo. No início desse processo de ir ao centro espírita para o filme, eu tinha um pouco de medo, dormia com a luz acesa. Nossa... vai mexer com isso, vai para o centro! (risos)

Aconteceram coisas que pareciam sobrenaturais?

Algumas. Tive um sonho que depois, de certa forma, aconteceu. Sonhei que estava com o Nelson Xavier numa mesa, com duas pessoas de branco, e estava desenrolando um turbante da cabeça. Depois, um amigo me levou para um encontro do Daime com a umbanda. Quando cheguei lá, vi praticamente a mesma cena do sonho. E tinha um cara com esse turbante.

Você tomou o Daime (bebida utilizada em rituais sagrados)? Como foi?
Tomei. Era Daime com umbanda, teve muita incorporação do meu lado. Eu só sei que a minha perna uma hora começou a vibrar igual a de outras pessoas, fiquei com receio e larguei.

E foi a primeira vez?

Não, já tinha tomado outra vez, foi uma viagem fantástica... Estava tentando entender como era a psicografia do Chico com a minha mãe, fazendo um exercício. Porque existem três tipos de psicografia: uma em que você é possuído e não sabe o que está acontecendo, outra em que você sabe o que está acontecendo e sua mão é levada,e a outra que é fluxo da consciência, você sabe o que está acontecendo e sai escrevendo. Eu escrevi uns poeminhas, tenho tudo guardado. Minha mãe falou: 'Vê alguma coisa para mim aí, que tenho problema de intestino'. Chegou uma terceira pessoa, quis ver o que a gente fazia e começou a ler. Até que ela achou um trecho que dizia: "Flor de mamão antes do sol nascer e antes do sol se pôr". E ela falou: "Poxa, isso a gente dava para criança quando tinha dor de barriga". Então, acho que essas sincronias são sinais de que existem mais coisas entre o Céu e a Terra do que a gente imagina.

Como você vê o Chico agora?

Qualquer adjetivo é pouco para resumir o trabalho social que ele fez, todo mundo que alimentou materialmente e espiritualmente, os livros que escreveu sem ganhar um tostão... É impressionante.

O que acontece na fase da vida dele que você interpreta?

É a fase da descoberta da espiritualidade. Ele não sabia o que acontecia, começava a achar, como os outros, que era louco. Ele tem a doença nos olhos, conhece um casal que fala sobre espiritismo para ele pela primeira vez, escreve o primeiro livro.

Bezerra de Menezes, outra história envolvendo espiritismo, foi sucesso de bilheteria. De onde você acha que vem o interesse por esses assuntos?

É um impulso, como comer, sexo... essa abertura que a gente tem para o desconhecido.

Esse caminho de espiritualidade do qual você fala parece bem diferente de um lado que envolve ser ator, famoso, que é o lado do glamour, do ego...
O teatro me levou a tentar entender a alma humana, recuperar a espiritualidade que tinha de criança, fazer uma releitura. O zen fala sobre tentar entender o cotidiano, lidar com as emoções. Isso está ligado e foi deturpado pelo nosso ego, às vezes a gente se perde nesse lado da aparência, mas é um erro. O ator de verdade busca maturidade e conhecimento da alma humana. Se você quer ter sucesso não precisa ser ator, pode entrar para o Big Brother e ficar famoso da noite para o dia.

Mas você se deixa levar?

Olha, até o Chico tinha vaidade, ele usava peruca. Mas falava: "Não sou Chico, sou cisco". A gente é só um pedacinho. Tem que ficar atento para não cair na vaidade.



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