sábado, 7 de maio de 2011

´SÉRIE ESPIRITISMO HISTÓRICO

A notável Yvonne do Amaral Pereira na visão de um dos seus mais destacados biógrafos
Orson Peter Carrara
orsonpeter92@gmail.com


Nosso entrevistado nasceu e mora em Salvador-BA. Bacharel em Direito, advogado, professor universitário e mestrando em Direito Público pela UFBA, é espírita desde a adolescência. Diretor financeiro e coordenador do Departamento de Juventude da Núcleo Espírita Telles de Menezes, na mesma cidade, quatro livros publicados – dois da própria lavra, um organizado e outro psicodigitado – Pedro tornou-se muito conhecido pelo trabalho de pesquisa e divulgação em torno da obra memorável produzida pela médium Yvonne do Amaral Pereira. Percorrendo o país com sua lucidez doutrinária e vibrante oratória, tornou-se um dos maiores disseminadores do conteúdo doutrinário da respeitável médium, ainda desconhecido de muitos espíritas. Suas motivadoras respostas destacam o trabalho da querida Yvonne.


RIE - Por que o interesse na divulgação da obra literária de Yvonne do Amaral Pereira?
Pedro Camilo de Figueiredo Neto - O interesse pelo trabalho da médium Yvonne Pereira surgiu no início de 1999, quando fazia estudos sobre a mediunidade na adolescência. A descobri no livro de meu conterrâneo, Carlos Bernardo Loureiro, intitulado As mulheres médiuns, e desde então me encantei pela sua vida e por sua obra, que me pareceram ricas de bons ensinamentos.


RIE - E o que mais lhe chama a atenção em toda a obra produzida pela médium?
Pedro - Creio que sua fidelidade ao pensamento de Kardec. Yvonne demonstra, em escritos e atitudes, como conhecia bem as bases do Espiritismo e pautava toda a sua produção por essa compreensão. Além disso, suas obras mediúnicas, sobretudo os romances, são verdadeiras pérolas literárias, a ponto de conseguir, com Bezerra de Menezes e Camilo Castelo Branco, por exemplo, a tradução de seus estilos.

RIE- E você considera que este e outros aspectos trazem contribuição para a formação do espírita mais consciente? De que forma?
Pedro - Primeiro, lembrando a necessidade de termos “consciência” de que tudo o que produzimos produz efeitos. Assim, somente nos devemos arrojar naquilo que edifique a coletividade. Depois, pela cautela que possuía, sobretudo com suas próprias produções. Yvonne guardou Memórias de um suicida por 30 anos antes de publicá-lo, o que aconteceu com outros livros, que ficaram guardados cerca de 40 anos. Um motivo só ela possuía: cuidado! Quantos médiuns, na atualidade, precisam aprender com seu exemplo?

RIE - Amplie seus comentários sobre o Memórias de Um Suicida. Quando foi lançado?
Pedro - O livro foi lançado em 1956, trinta anos depois do início de sua recepção. Trata-se de uma obra sem igual, que mereceu elogios vigorosos de Chico Xavier e de André Luiz. Encerra o relato das experiências vividas pelo escritor português Camilo Castelo Branco após seu suicídio, no Portugal de 1890. Além desses relatos, Yvonne Pereira revela que a obra possui a colaboração do Espírito Léon Denis. Segundo ela, Camilo não possuía conhecimentos doutrinários suficientes para as abordagens que o livro requeria. Face a isso, Léon Denis fez a complementação necessária, devendo, com razão, ser considerado um dos seus autores.



RIE - A riqueza da produção literária de Yvonne gerou outras obras, de pesquisa e de referências biográficas, inclusive de sua autoria. Em sua visão pessoal, como você percebe e avalia isso?
Pedro - Avalio como extremamente positivo, por resgatar sua vida e obra para os espíritas da atualidade. Sobre sua vida, temos as obras “Yvonne do Amaral Pereira – o voo de uma alma”, de Augusto M. Freitas, e “Yvonne: a médium iluminada”, de Gérson Sestini, pessoas que a conheceram e contribuem para o resgate de sua vida. De minha parte, escrevi “Yvonne Pereira: uma heroína silenciosa”, um estudo biográfico; “Devassando a mediunidade”, um estudo a partir de conceitos e experiências da médium; e organizei “Pelos caminhos da mediunidade serena”, com entrevistas e outros textos de Yvonne. Creio que é possível produzir mais, graças à fecundidade dos escritos de Yvonne, os mediúnicos e os pessoais.

RIE - Em toda a obra de Yvonne, que detalhe fundamental você destaca para o estudioso espírita?
Pedro - Destacaria a sua dedicação à mediunidade e ao problema da obsessão, que sempre lhe mereceu uma atenção especial. Yvonne se queixava muito que os espíritas não queriam se habilitar para a tarefa de desobsessão, que, em sua opinião, é a tarefa espírita por excelência. Também seu amor pelos suicidas e empenho em sua prevenção. Yvonne fora suicida em outra encarnação e, por esse motivo, trazia esse grave compromisso consigo.




RIE - Para o leitor que nada conhece da médium ou mesmo para quem se aproxima agora do Espiritismo, que livros você indica ao leitor?
Pedro - Para um conhecimento geral, recomendo meu livro, “Yvonne Pereira: uma heroína silenciosa” (risos). Na sequência, “Devassando o invisível” e “Recordações da mediunidade”, para maiores estudos, e “Nas Voragens do Pecado”, “O Cavaleiro de Numiers”, “O drama da Bretanha” e “Amor e ódio” para quem desejar belíssimos romances. As demais obras serão conhecidas à medida das leituras.

RIE - Detalhe conteúdos desses livros que você indicou.
Pedro - Devassando o invisível e Recordações da mediunidade são obras em que a médium abre o seu baú de vivências mediúnicas e se nos apresenta em lições fantásticas! Fatos relativos ao próprio mundo espiritual, o seu relacionamento com Chopin, Bezerra de Menezes, Léon Tolstoi e Victor Hugo, sutilezas de sua psicografia para romances e muito mais pode ser encontrado naquelas páginas. A trilogia Nas voragens do pecado, O cavaleiro de Numiers e O drama da Bretanha encerra três encarnações de Yvonne. São relatos vivos de seus deslizes morais e de como a sua personalidade foi sendo construída, até se tornar a respeitável médium que conhecemos. Romances de altíssima qualidade, que os atuais estão longe de imitar. Amor e ódio é outro romance, que relata o drama de um jovem francês e que, na minha modesta opinião, é um dos livros espíritas que não se pode deserncarnar sem tê-lo apreciado (risos). Todos foram publicados pela Federação Espíritas Brasileira.

RIE - Você não citou o extraordinário livro Dramas da Obsessão. Comente sobre essa obra.
Pedro - Vale citar, também, Dramas da obsessão, obra ditada pelo Espírito Bezerra de Menezes e que contém o relato de dois casos de obsessão acompanhados por ambos, médium e Espírito. Sua riqueza doutrinária é tal que, particularmente, acredito que todo aquele que lide na seara desobsessiva não pode deixar de conhecê-lo e estudá-lo longamente.

RIE - Como Yvonne alcança nível tão expressivo de fidelidade à obra da Codificação de Allan Kardec? Que parâmetros podemos usar para perceber isso?
Pedro - Ela alcança tamanha expressividade se dedicando ao estudo sério e desapaixonado de Kardec. Também as obras de León Denis, Gabriel Dellane e Ernesto Bozzano eram vastamente estudadas. Todos os seus escritos referenciam esses autores, com lucidez e bom senso. Além disso, afirmava ela, a amigos, que lia os cinco livros considerados básicos do Espiritismo pelo menos uma vez por ano. Será preciso indicar mais parâmetros?



RIE - A obra de Yvonne ainda é bastante desconhecida do movimento espírita. O que podemos dizer aos dirigentes, palestrantes e articulistas espíritas para sensibilizá-los na maior divulgação dos excelentes livros produzidos pela médium?
Pedro - Que conhecer as obras de Yvonne Pereira e divulgá-las é materializar as palavras de Emmanuel, quando afirmou que a melhor caridade que se pode fazer ao Espiritismo é divulgá-lo. Yvonne é daquelas espíritas a quem todos devemos admirar, respeitar e conhecer. Quem pretenda enveredar-se pelos labirintos da mediunidade com segurança, depois de conhecer O Livro dos Médiuns e No Invisível, este de Léon Denis, não pode dispensar as obras de Yvonne. Fora disso, qualquer estudo será incompleto.

RIE - E a ligação de Yvonne com o Esperanto, o receituário mediúnico e as correspondências para todo país?
Pedro - Yvonne foi esperantista, embora o tempo reduzido que dedicava ao seu cultivo. Correspondia-se em esperando com pessoas pelo mundo, hábito cultivado também no Brasil, na língua nacional. Pela correspondência, consolou, instruiu e se confraternizou com grande número de pesssoas. Tenho, comigo, mais de noventa páginas e correspondências que ela trocou com um amigo paulista, o escritor Domério de Oliveira, ao longo de vinte anos de amizade. Aliás, essa amizade começou após o Dr. Domério, como era conhecido, publicar na RIE um artigo favorável ao livro Devassando a mediunidade. Sua dedicação à correspondência e aos amigos demonstrava a grandiosidade do seu coração.

RIE - Por favor, faça uma síntese biográfica da médium
Pedro - Yvonne Pereira nasceu em 24 de dezembro de 1900 e desencarnou em 09 de março de 1984. Médium, palestrante e escritora, nos deixou obras psicografadas, como Memórias de um suicida e Ressurreição e vida, bem como livros da própria lavra, como Devassando o invisível e Recordações da mediunidade. Dona de um discernimento singular, pautou sua vida no amor ao próximo e no atendimento espiritual, sobretudo de espíritos suicidas, de quem se compadecia imensamente. Tal a riqueza de sua mediunidade, alguns a chamavam, embora contra a sua vontade, de “Grande Dama do Espiritismo”.

RIE - Suas palavras finais.
Pedro - Quem pretenda ocupar-se seriamente do Espiritismo, não pode dispensar o estudo da mediunidade, tal como prensada e descrita por Kardec, bem como a apreciação de obras como as de Yvonne Pereira. Seguir por esse caminho é garantir, para si e para os demais, fontes seguras e a certeza de guiar-se por estradas que conduzem à iluminação e ao conhecimento verdadeiro.

Nota do entrevistador: Oportuno também sugerir ao leitor a exuberante obra À Luz do Consolador, igualmente publicada pela Federação Espírita Brasileira no final da década de 90, enfeixando artigos publicados pela médium na revista Reformador entre os anos 60 e 80, a maioria deles assinados com o pseudônimo de Frederico Francisco. Além de dados biográficos escritos pela própria Yvonne, a obra é rica doutrinariamente, com orientações claras e inúmeros exemplos da vivência mediúnica da autora. Obra altamente recomendável para a exata compreensão dos postulados espíritas.

DO SITE
CASA EDITORA O CLARIM

www.oclarim.com.br

sábado, 23 de abril de 2011

SÉRIE CINEMA




É UMA BOA DICA , UM LINDO RELATO SOBRE O TRABALHO DE CONSOLO QUE O CHICO FAZIA....

(Tirei a foto do Blog da Cida...)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A PROPÓSITO...

MÉDIUNS E MEDIUNIDADES

Marco Aurélio Faria Rezende

É cada vez mais oportuno que reflitamos sobre as condições em que exercitamos a Mediunidade e nos colocamos na condição de médiuns cristãos. É fundamental que compreendamos a nossa posição de meros intermediários em um processo que transcende à nossa participação e tem a sua gênese na própria evolução espiritual da humanidade . Alguns estudos apontam que a prática mediúnica é na verdade uma das muitas possibilidades que existem de intercâmbio entre os mundos físico,material e suprafísico , sendo em uma determinada época da evolução humana , um fenômeno bem mais comum e natural . Nos dias atuais , já compreendemos que essa questão ainda guarda uma evidente relação com a natureza humana , mas o seu exercício está atrelado à procura que o homem vem experimentandodo seu "eu superior". É uma espécie de retorno a sua condição divina, que ficou perdida na noite dos tempos. A Mediunidade então é o instrumento utilizado por nós para o resgate das conseqüentes relações que viemos vivenciando ao longo de sucessivas experiências na Matéria e que acabaram por embotar o nosso espírito no caminho da luz .

Daí então , venho internalizando melhor a minha condição de encarnado em processo de constante aprendizado e resgate do endividamento espiritual. É essa a nossa verdadeira situação evolutiva . Portanto , se como conseqüência dessa condição , estamos experimentando mais ou menos ostensivamente a nossa possibilidade no campo mediúnico,temos que tratar de usar a ocasião e empreendermos todo esforço com o nosso melhor. Afinal , esta é uma oportunidade de trabalho e de confiança , dada pelo Nosso Pai , que deve ser usada exclusivamente como um instrumento de aprimoramento da nossa condição moral .Longe de nos qualificar , essa condição caracteriza a nossa imperfeição ainda renitente .Se a usamos adequadamente , essa circunstancia pode apressar ou abreviar a liquidação de faltas passadas .E , no final , os primeiros beneficiados dessa empreitada somos nós mesmos . É como se tivéssemos em condição de liberdade para retomar o nosso caminho na estrada do Bem , trabalhando no Bem .

No entanto , precisamos crer que até para essa oportunidade, o Nosso Pai é extremamente misericordioso. Quando estamos verdadeiramente comprometidos com a nossa tarefa no campo mediúnico , usando a boa vontade , o estudo e a responsabilidade necessários , estamos preenchendo a nossa parcela no plano de trabalho planejado por e para nós no mundo espiritual . E como conseqüência, acabamos por favorecer mais especial e permanentemente a (re)ligação com nossos Amigos Espirituais que orientam e guiam a nossa caminhada mediúnica com ordem, segurança e eficiência .Em contrapartida a essa ajuda – consistente e precisa , precisamos estabelecer seriedade nas nossas ações .



No que me diz respeito , venho desenvolvendo , já há algum tempo , essa experiência de forma a colocar verdade e disposição a serviço da minha condição mediúnica. Primeiramente , já aprendi e venho exercitando que existe toda uma pré-condição a ser observada para o trabalho que deve começar muito antes do dia em que ele se realiza efetivamente . É fundamental toda uma preparação que inclui desde a alimentação , ressaltando a total exclusão à bebida e ao fumo ,que não fazem parte do meu consumo, até ao cuidado com leituras e situações de extrema emoção e conflito , pelo menos dois dias antes do dia do trabalho. Ainda dentro desse aspecto , é muito importante que tenhamos postura física adequada considerando principalmente a nossa aparência , o vestuário que utilizamos e as condições de limpeza e higiene com que nos apresentamos .

Para o trabalho mediúnico , tenho observado ser de grande ajuda o desenvolvimento do autodomínio das nossas atitudes . Tenho percebido ser de grande ajuda que comecemos a experimentar algumas sensações, reconhecer certas impressões e identificar determinadas reações tão comuns à vivência mediúnica ,afim de que alcancemos a autocrítica fundamental para o exercício mediúnico responsável. Desta forma , podemos compreender mais claramente que a responsabilidade pelo trabalho que estamos empreendendo é exclusivamente nossa ,não cabendo neste caso , sob nenhuma hipótese,a tentativa de buscar imputar alguma carga ao Plano Espiritual .Devemos ter sempre em mente que temos o domínio completo de nossas ações e atitudes e que o trabalho mediúnico é encargo nosso e , quando realizado de forma responsável tem sempre a orientação de Nosso Pai . Portanto , é imperioso o cuidado que devemos ter com a qualidade das mensagens que podemos "transmitir", das vidências que podemos "narrar" e das incorporações que podemos "receber". Nesse processo , a nossa condição é de intermediário crítico e consciente , conforme nos oriente André Luiz em psicografia de Chico Xavier na obra "Domínios da Mediunidade" .

Já podemos também afirmar que Mediunidade é efetivamente sintonia e que essa sintonia guarda relação direta com todas as nossas ações – veladas e reveladas no dia-a-dia da nossa vida.. Ou seja , construímos essa sintonia em cada dia , no convívio que estabelecemos em todas as nossas relações – em casa , na vizinhança , no trabalho e não somente na Casa Espírita , na hora do trabalho de atendimento na hora da reunião pública . Longe de ser bom ou obsessor , o irmão que se aproxima de nós , o faz por afinidade , estabelecendo conosco um acordo mútuo e recíproco . Logo , está em nós – só em nós , alimentar ou afastar essa combinação . Só nós podemos identificare distinguir a natureza e o propósito dessa aproximação . Se já compreendemos assim , podemos fazer as nossas escolhas fundamentados na oração e na vigilância dos nossos pensamentos, no estudo constante e sistematizado da nossa Doutrina , no respeito às orientações recebidas e com humildade permanente em nossas atitudes e ações .

Ao terminar , acredito verdadeiramente que se firmamos o compromisso de exercitar a prática mediúnica , devemos fazê-lo de forma ordenada , segura e eficiente . Por isso , julgo ser vital a busca de um único grupo espírita que tenha a nossa total confiança , afim de que possamos educar as nossas possibilidades no campo da Mediunidade com a necessária garantia do uso dessas possibilidades no uso da prática do Bem e sob a orientação de Irmãos Espirituais de elevada condição moral .

Mafr.

sábado, 9 de abril de 2011

PENSANDO EM REALENGO...

PEDINDO PELA MISERICÓRDIA

APESAR DE TUDO, TEMOS QUE RESPONDER A TODO ESSE MAL COM O BEM, PEDINDO QUE A MISERICÓRDIA DO NOSSO PAI ENVOLVA A TODOS COM O SEU AMOR....



MUITOS SÃO OS DESIGNIOS DO SENHOR. ALGUNS, NÓS COMO ESPIRITAS, JÁ SABEMOS, COMO A EXISTENCIA DO ESPIRITO ETERNO, A REENCARNAÇÃO E A LEI DE CAUSA E EFEITO - TODAS DADAS A NÓS PARA A NOSSA EVOLUÇÃO. MAS TEMOS O LIVRE ARBITRIO...
ASSIM FEITO, QUEM DE NÓS PODE JULGAR E SABER O QUE LIGAVA E AINDA LIGARÁ ESSES ESPIRITOS? TEMOS APENAS QUE PEDIR A MISERICORDIA DO PAI PARA TODOS NÓS...

terça-feira, 15 de março de 2011

SÉRIE CIÊNCIA...

Fenômenos espíritas e suas consequências filosóficas
Cairbar Schutel


Publicado na RIE em julho de 1934/O Clarim

Os fatos espíritas manifestam-se, hoje, em toda a parte; eles constituem uma voz que parte de todos os pontos do globo e repercute, de quebrada em quebrada, despertando o homem da letargia e animando-o a marchar, desassombradamente, pela estrada da espiritualidade que conduz à Vida Eterna. Pode-se dizer que não há uma só cidade do mundo, uma só aldeia, ainda nos mais longínquos recantos do planeta, em que manifestações extraordinárias não sejam verificadas, com a admiração de uns, e má vontade e repulsa de outros. Nos meios humildes, como na alta sociedade, nas zonas científicas, como entre os elementos clericais, os fenômenos espíritas de caráter ostensivo se constituíram a grande luz que vem iluminar aos homens o porto de salvamento. Não há uma só família que não conte um fato “extranormal” com ela ocorrido.
Isso vem nos provar que os fenômenos espíritas têm um caráter verdadeiramente providencial. E nem de outro modo pode-se ver esses fatos ostensivos, espontâneos, independentes de toda a vontade humana e de todos os poderes terrestres, fatos, digamos de passagem, que assinalam uma inteligência superior às inteligências da terra, cheia de previsão, de concisão e altamente científica.
Quem ler com atenção os relatos das sessões de materializações, de moldagens, de apports, de fotografias, testemunhadas por homens como William Crookes, Russel Wa-llace, Oliver Lodge, Paul Gibier, César Lombroso, Ernesto Bozzano e centenas de outros sábios de responsabilidade moral e científica, não pode negar o grande valor moral e científico dessas manifestações, fenômenos tão transcendentes que todos esses sábios unidos – físicos, químicos, fisiologistas, anatomistas, etc., são incapazes de os reproduzir em sua mínima parte.
Em vista disso, poderão esses fatos serem recebidos como ocorrências simplesmente anormais, sem uma causa-mestre que tem intuitos superiores, determinativos a um fim moral e de alta relevância espiritual?


Materialização de katie king

Certamente não se pode concluir que um efeito inteligente deixe de ter, a seu turno, uma causa inteligente e um intuito qualquer, digno da nossa observação, do nosso estudo e da nossa meditação. Todos os fenômenos da vida intelectual, ainda os mais rudimentares, têm uma causa e um objetivo, como verificamos na vida dos seres que povoam o nosso mundo. Não se acende uma luz sem que um fator não se mova, um intermediário não apareça e não se veja o fim a que aquela luz se destina.
A fenomenologia espírita, verificada em todas as épocas e em todos os países, por todas as gerações que viveram neste mundo, tem sido, em todos os tempos, o princípio básico da fé que dignifica o ser humano.
Antigamente, devido à deficiência da inteligência para julgar as coisas espirituais, ela foi atirada para a classe das coisas sobrenaturais, e os “espertos” que tomaram a si a missão de guiar os homens guardaram-na na “urna dos milagres” para, mais comodamente, manterem o seu domínio sobre as massas.
Os filósofos e os sábios, adstritos a uma psicologia retardatária que havia cristalizado todos os seus métodos de ensino, não puderam compreender o alcance desses fatos que só eram recebidos, religiosamente, pelos filhos do povo.
Percorrendo a obra dos estudos fisiológicos, embora desde tempos idos os fenômenos psíquicos tivessem larga extensão, ficamos na obscuridade sobre a existência ou não existência da alma, o que prova que a antiga psicologia não fornecia aos sábios de então os elementos precisos para a resolução do maior de todos os problemas que deve resolver a sorte do destino humano.



As Mesas Girantes

Foi preciso que novas mentalidades viessem desbravar o campo do Animismo, forçando, depois, as barreiras do sobrenatural e do mistério, para que a luz raiasse nos horizontes, e um novo método de estudo desse criação à Psicologia Experimental, que estendeu a sua área às regiões inexploradas da alma humana, nesta fase da vida, alongando a sua ação ao mundo ultrassensível que nos rodeia e para onde teremos que ir.
E, desse estudo experimental, chegou-se à conclusão dos intuitos morais e científicos dos fenômenos psíquicos, base fundamental do Ani-mismo e do Espiritismo, que se acham em íntima ligação com todas as ciências, dando-lhes um cunho superior de progresso, completando-as com as novas verdades que vêm tirá-las das dificuldades em que se acham, para resolverem certos problemas, cuja obscuridade veda a sua ação progressiva na perfeição das gentes, na evolução de todos os conhecimentos que devem constituir e proporcionar o bem-estar dos povos. Oferecendo a todos as insígnias inconfundíveis da alta Moral Cristã, com todos os En-sinos filosóficos do seu Instituidor, os fenômenos espíritas, parte integrante da Revelação sobre a qual Jesus disse haver fundado a sua Igreja, são, de fato, as demonstrações claras, legíveis e palpáveis da Imortalidade, única base verdadeira da Fé, do Amor e da Sabedoria.
Sem os fatos, não há religião, nem ciência que possa prevalecer. À química se pede reações; à matemática, números; à física, leis de equilíbrio. Para merecer o nome de ciência, é preciso que se demonstre esta ou aquela com provas positivas.
Os fenômenos psíquicos, não há, absolutamente, dúvida, trazem à destra a luz que ilumina e a verdade que salva. Só por eles, podemo-nos convencer da sobrevivência espiritual, ou seja, da sobrevivência individual e, consequentemente, dos nossos deveres para com os nossos semelhantes e para com Deus.
As consequências filosóficas dos fatos espíritas trazem-nos, como contribuição de progresso e bem-estar, leis olvidadas pelos homens e destinadas a estabelecerem na Terra o reinado da Fraternidade, sob a Pa-ternidade de Deus.
Não queiram os nossos adversários transviar os objetivos da Feno-menologia Espírita, atribuindo-lhes teorias malsãs que não se coadunam com os seus fatos. Lembre-se bem de que todas as teorias aventadas para darem explicações dos fenômenos caíram por terra por insustentáveis.


Médium Peixotinho doando ectoplasma para Materialização

“Os fatos são persistentes” – como disse o Prof. Lombroso e, em face dos fatos, o investigador perspicaz e inteligente há de verificá-los de natureza anímica e de natureza espírita, mas, sejam uns ou sejam outros, nenhuma explicação eles podem ter, sem a existência da alma e sua sobrevivência à morte do corpo carnal. Essa é a verdade que ninguém, com bons fundamentos, ousará contestar.

terça-feira, 8 de março de 2011

SERIE PRA PENSAR

CHICO XAVIER NA SAPUCAÍ JAMAIS PODERÁ SER UM ENREDO DA RAZÃO

Sem querer ser “fiscal do Espiritismo” (como costumam dizer os espíritas “bonzinhos de carteira funcional e crachá”) e ditar regras de falsos purismos e extemporâneos sermões embebidos de ladainhas, não nos omitiremos em comentar a reportagem veiculada pelo jornal O Globo, assinada pelo repórter Rafael Galdo, noticiando que a escola de samba Unidos do Viradouro trará, neste ano de 2011, um carro alegórico contendo a imagem do Francisco Cândido Xavier. Tal iniciativa é para fugir do convencional, a fim de voltar ao Grupo Especial, consoante afirma o carnavalesco Jack Vasconcelos. Nesse projeto que homenageia Momo, uma das apostas da escola de samba é um setor inteiro, no fim do desfile, dedicado ao “espiritismo”(!?). No enredo “Quem sou eu sem você”, Jack fará, no último carro, uma homenagem ao Médium de Pedro Leopoldo. Chico será representado por uma escultura (em que aparecerá psicografando) cercada por 60 componentes, alguns deles “espíritas”(!?), que farão uma performance de “mediunidade” (!?). Todo espírita estudioso sabe que nenhum espírito[a] equilibrado, em face do bom senso que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada, que adormece as consciências, nas festas carnavalescas. (1) Por essa razão, consterna-nos o fato de ver ligado a festas profanas o tema “Espiritismo”, assim como a personalidade impoluta de Chico Xavier. A dita matéria afirma que a diretoria da Federação Espírita Brasileira estaria de acordo com tal projeto, desde que nenhum “preceito do espiritismo seja desrespeitado na apresentação da vermelho e branca”. A diretoria da FEB através do seu Portal na Internet “declara que respeita o direito de todos os que, no uso de sua liberdade de ação, agem no mesmo sentido de colocar a mensagem consoladora e esclarecedora dos ensinos espíritas ao alcance e a serviço de todas as pessoas, onde elas se encontrem, orientando, todavia, para que esse trabalho seja sempre feito preservando os seus valores éticos e doutrinários.”
Esse comportamento light, estilo “lava as mãos” é desconsertante.
Divulgar a Doutrina Espírita é um ato de caridade para com ela, entretanto, divulgá-la através desse meio não se “preserva os seus valores éticos e doutrinários” e é, sem dúvida, deturpá-la em suas bases, causando incalculáveis prejuízos morais, com grande responsabilidade vinculada. Não há como compreender a "neutralidade" da diretoria da FEB, até porque há incompatibilidade total e absoluta entre os objetivos do folguedo momesco e os postulados da Doutrina dos Espíritos. A origem do carnaval remonta as teias primitivas de um passado remoto que devemos, por impulso evolutivo, abandonar urgentemente. O termo carnaval é oriundo de uma festa romana e egípcia em homenagem ao Deus Saturno, quando carros alegóricos (a cavalo) desfilavam com homens e mulheres. Eram os carrum navalis, daí a origem da palavra "carnaval". Há quem interprete a palavra conforme as primeiras sílabas das palavras da frase: carne nada vale. Como festa popular, poderia ser um acontecimento cultural plausível, não fossem os excessos cometidos em nome da alegria.
Acompanhar a espetacularização da imagem de Chico Xavier, de André Luiz e de tantos outros irmãos queridos nossos, que tanto contribuíram e contribuem com seus ensinamentos sublimes, aliadas a uma festa que é a própria apologia às piores viciações do ser humano, é o que podemos chamar de cúmulo do paradoxo entre a teoria e a prática Espírita. Por essas razões, recomenda o Espírito André Luiz para "afastar-nos de festas lamentáveis, como aquelas que assinalam a passagem do carnaval, inclusive as que se destaquem pelos excessos de gula, desregramento ou manifestações exteriores espetaculares, pois a verdadeira alegria não foge da temperança.” (2)
Estudos demonstram que durante os delírios e farras dos carnavalescos, para cada 100 casais que caem juntos na folia, setenta terminam a noite brigados (cenas de ciúme etc.); que, desses mesmos 100 casais, posteriormente, sessenta sucumbem ao adultério, cabendo uma média de trinta para os homens e trinta para as mulheres ; que, de cada 100 pessoas (homens e mulheres indistintamente) no carnaval, pelo menos setenta se submetem espontaneamente a coisas que normalmente abominam no seu dia a dia, como álcool, entorpecentes etc. Dizem ainda que tudo isso decorre do êxtase atingido na “grande festa”, quando o símbolo da “liberdade” e da “igualdade”, mas também da orgia e depravação, somadas ao abuso do álcool, levam as pessoas a se comportarem fora do seu normal. O Espírito Emmanuel adverte: "Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. (...) Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidades e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem." (3)
Na ribalta dos carros alegóricos, os obsessores "influenciam os incautos que se deixam arrastar pelas paixões de Momo, impelindo-os a excessos lamentáveis, comuns por essa época do ano, e através dos quais eles próprios, os Espíritos, se locupletam de todos os gozas e desmandos materiais, valendo-se, para tanto, das vibrações viciadas e contaminadas de impurezas dos mesmos adeptos de Momo, aos quais se agarram." (4)
"É lamentável que na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza [CARNAVAL] entre as sociedades que se pavoneiam com os títulos da civilização.” (5) Os foliões inveterados alegam que o carnaval é um extravasador de tensões, liberando as energias (?!) Ora!... transbordador de tensões é a capacidade de se arregaçar as mangas e colaborar em regime permanente (sem ôba-ôba) na recuperação das vítimas das cidades serranas do Rio de Janeiro, destroçadas pelas chuvas recentes). É verdade! No período carnavalesco, não encontramos diminuídas as taxas de agressividade e as neuroses. O que se vê é um verdadeiro somatório da violência urbana e de infelicidade familiar. As estatísticas registram como consequências do "reinado de Momo", por exemplo, gravidezes indesejadas e a consequente proliferação de abortos provocados, acidentes automobilísticos, aumento da criminalidade, estupros, suicídios, incremento do uso de diversas substâncias estupefacientes e de alcoólicos, assim como o surgimento de novos viciados, disseminação das doenças sexualmente transmissíveis (inclusive a AIDS) e as ulcerações morais, marcando profundamente certas almas desavisadas e imprevidentes.
Os três dias de folia, assim, poderão se transformar em três séculos de penosas reparações. É bom pensarmos um pouco nisto: o que o carnaval traz ao nosso Espírito? Alegria? Divertimento? Cultura? Será que o apelo de Momo faz de nós homens ou mulheres melhores? Edifica o nosso Espírito? Muitos espíritas, ingenuamente, julgam que a participação nas festas de Carnaval, tão do agrado dos brasileiros, nenhum mal acarreta à nossa integridade fisiopsicoespiritual. No entanto, por detrás da aparente alegria e transitória felicidade, revela-se o verdadeiro atraso espiritual em que ainda vivemos pela explosão de animalidade que ainda impera em nosso ser. É importante lembrá-los de que há muitas outras formas de diversão, recreação ou entretenimento disponíveis ao homem contemporâneo, alguns verdadeiros meios de alegria salutar e aprimoramento (individual e coletivo) para nossa escolha.
Não vemos, por fim, outro caminho que não seja o da "abstinência sincera dos folguedos", do controle das sensações e dos instintos, da canalização das energias, empregando o tempo de feriado do carnaval para a descoberta de si mesmo, o entrosamento com os familiares, o aprendizado através de livros e filmes instrutivos ou pela frequência a reuniões espíritas, eventos educacionais, culturais ou mesmo o descanso, já que o ritmo frenético do dia-a-dia exige, cada vez mais, preparo e estrutura físico-psicológicos para os embates pela sobrevivência.
Em síntese, se o carnaval é uma ameaça ao bem-estar social, nós espíritas temos muito a ver com ele, porque uma das tarefas primordiais de nossa Doutrina é a de lutar por dispositivos de preservação dos valores mais dignos da sociedade, sem que se violente, obviamente, o direito soberano do livre-arbítrio de cada um, mas não nos esquecendo que no carnaval sempre ocorre obsessão (espiritual) como resultado da invigilância e dos desvios morais. Somente poderemos garantir a vitória do Espírito sobre a matéria se fortalecermos a nossa fé, renovando-nos mentalmente, praticando o bem nos moldes dos códigos evangélicos, propostos por Jesus Cristo e não esquecendo os divinos conselhos do Mestre: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca''.(6)

Jorge Hessen
http://jorgehessen.net

Referências bibliográficas:

(1) Xavier , Francisco Cândido. Sobre o Carnaval, mensagem ditada pelo Espírito Emmanuel, fonte: Revista Reformador, Publicação da FEB fevereiro/1987
(2) Vieira, Waldo. Conduta Espírita, ditado pelo Espirito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001, cap.37 "Perante As Fórmulas Sociais"
(3) Xavier , Francisco Cândido. Sobre o Carnaval, mensagem ditada pelo Espírito Emmanuel, fonte: Revista Reformador, Publicação da FEB fevereiro/1987
(4) Pereira, Ivone. Devassando o Invisível, Rio de Janeiro: cap. V, edição da FEB, 1998
(5) Pereira, Ivone. Devassando o Invisível, Rio de Janeiro: cap. V, edição da FEB, 1998
(6) Mt 26:41

sábado, 12 de fevereiro de 2011

SÉRIE ENCONTROS

ENTREMÉDIUNS





Você sabe como surgiu o Entremédiuns?
Por Carlos Zanandreis


Entremédiuns é um encontro anual, em sua 13ª edição, que, como todos os anos, terá a presença de oradores conhecidos do movimento espírita e espiritualista, apresentações artísticas, livraria e muito mais. A programação você fica conhecendo aqui.

Mas você sabe como surgiu o evento? E o nome Entremédiuns?


Um desdobramento, um sonho, um encontro


Robson Pinheiro
O médium Robson Pinheiro — idealizador do Entremédiuns e fundador da Universidade do Espírito de Minas Gerais e das instituições que a compõem —, em um momento de desdobramento, certa vez participou de um encontro com outros médiuns, entre eles João Nunes Maia.



Robson salienta que foi recebido com a seguinte frase: “Seja bem-vindo entre médiuns!”. Posteriormente receberia orientações para a realização de um encontro, a fim de promover discussão e divulgação de temas atuais e de grande importância, sob a ótica espírita, numa perspectiva plural, cosmopolita e de espiritualidade, respeitando todas as formas de manifestação da fé. Lembrou-se então da frase com que foi recebido “entre médiuns” e daí nasceu o encontro, que aconteceu pela primeira vez em 1998 e a cada ano vai escrevendo mais uma página de sua história.

O evento é promovido pela Universidade do Espírito de Minas Gerais — organização espírita, com foco na formação da consciência livre — e conta com a participação de voluntários das instituições que a compõem: Sociedade Espírita Everilda Batista, Clínica Holística Joseph Gleber, Aruanda e Casa dos Espíritos Editora.

Saiba mais:

http://www.everildabatista.com.br/

http://www.casadosespiritos.com.br/

http://casaespiritos.blogspot.com/

http://www.robsonpinheiro.com.br/

sábado, 29 de janeiro de 2011

SÉRIE PRA PENSAR...

BIG BROTHER BRASIL
(Luiz Fernando Veríssimo)


Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother
Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta
Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A
décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma
síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser
difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar
tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores
impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela
depravação dos valores morais do seu povo, principalmente
pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema
banalização do sexo. Impossível assistir, ver este
programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...
todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são
chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho
que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza
ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O
BBB é a realidade em busca do IBOPE...

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele
prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se
será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de
clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista,
documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se
justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser
apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que
recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem
sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de
se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não
pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e
princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma
programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB
disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de
reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente,
chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de
heróis?
Caminho árduo para mim é aquele
percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da
saúde, professores da rede pública (aliás, todos os
professores), carteiros, lixeiros e tantos outros
trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas
exercendo suas funções com dedicação, competência e
amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que
sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente
para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo
dia.
Heróis, são crianças e adultos que
lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram
chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de
ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando
apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em
outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria
Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa
cultural, nem educativo, não acrescenta informações e
conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos
participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por
exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade
ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e
moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e
me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento
humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de
tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem
Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de
pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a
trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito
milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito
milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito
com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão
social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos
brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas
populares; ou comprar mais de 5.000
computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou
protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha
aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um
livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer
outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa
música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para
um amigo... , visitar os avós.. , pescar..., brincar com as
crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo
a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos
valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

ANALISANDO OS FATOS...

Catástrofe no Rio de Janeiro: o uso do solo urbano em questão


Como acontecem todos os anos, as notícias sobre catástrofes que envolvem centenas de vítimas das enchentes e inundações, voltam a ganhar as principais manchetes da mídia nacional e internacional. E, novamente os holofotes se voltam para a cidade maravilhosa, que há poucos dias vivia o drama e a trama da ocupação do Complexo do Alemão, num confronto entre as forças armadas e os chefes da indústria do narcotráfico.

No ano passado, a população mundial assistiu atônita a uma catástrofe de grandes proporções, que vitimou milhares de pessoas, o terremoto do Haiti. Porém, se computarmos apenas as vítimas relacionadas às enchentes e inundações da última década no Brasil, veremos que o número é assustador, superando [e muito] à tragédia do Haiti. E, o pior de tudo, é que elas se repetem todos os anos no período das chuvas. É interessante notar que a mídia utiliza toda a dosagem de sensacionalismo possível para vender as notícias. Veja a afirmação que a TV trouxe como destaque em um de seus noticiários mais badalados: “especialistas afirmam que a tragédia do Rio de Janeiro está relacionada com o uso incorreto do solo urbano”. E, o noticiário continua: “os moradores que habitam as áreas de risco devem abandonar suas casas imediatamente”.

Não é preciso ser especialista para perceber que o problema das enchentes e inundações, não somente no Rio, mas em 90% das cidades brasileiras está diretamente relacionado à gestão, uso e manejo incorretos do solo urbano. Os moradores devem abandonar suas casas e ir para onde? Morar debaixo das marquises, pontes e viadutos? Eles não habitam esses locais porque escolheram ou gostam, mas pelo fato de terem sido segregados dos espaços habitáveis das cidades brasileiras. Em sua maioria, são pessoas trabalhadoras que vivem em condições de penúria e extremo sofrimento. Mereciam, pelo menos, um mínimo de respeito por parte das autoridades e do poder público, que na maior parte das vezes, estimulam e até promovem a especulação imobiliária no país.

Na esmagadora maioria das cidades brasileiras [médias e grandes] o problema das enchentes e inundações vem aumentando, quase que de forma exponencial, ano após ano e não se toma nenhuma medida eficaz para a prevenção das catástrofes e minimização do sofrimento das pessoas [extremamente carentes, em sua maioria] que habitam as periferias pobres das cidades. Na verdade, o conjunto das cidades brasileiras, salvo raras exceções, cresce sem quaisquer formas de planejamento urbano e ambiental. Crescem à revelia da especulação imobiliária e dos ditos pousios sociais, vulgarmente conhecidos por “terrenos de engorda”. O solo urbano está a serviço daqueles que detém o poder político e econômico nas cidades. À população carente das periferias sobram os interstícios inabitáveis, as áreas de risco e as lacunas do sofrimento.

Realizar um planejamento urbano efetivo e eficaz significa adotar políticas de prevenção. Significa realizar estudos aprofundados das características do solo urbano, elaborar diagnósticos que levem em consideração a topografia, o relevo, a vegetação, o clima, as vertentes, os aspectos geológicos e geomorfológicos dos terrenos, a existência dos corpos d’água e suas bacias de drenagem e inundação. Nenhum desses fatores foi levado em conta na ocupação do solo urbano na região serrana do Rio de Janeiro. Não é o lucro que deve determinar o planejamento do uso e ocupação do solo urbano, mas a análise do conjunto de fatores e características que devem ser observados visando à ocupação e manejo corretos deste solo.

Por fim, esta série de fatores deve ser observada se existir, de fato, a preocupação com as populações das periferias pobres das cidades. O poder público, em todas as esferas, deve tomar medidas efetivas objetivando o correto planejamento das ações que visem à gestão, uso e manejo do solo urbano. Caso, contrário, todos os anos devemos nos preparar para o agravamento desta problemática e, ao mesmo tempo, devemos também nos preparar para contar as centenas e milhares de vítimas e de mortos em nosso país. Esta é uma realidade que não pode ser mascarada e, muito menos escondida.



(*) escritor; graduado em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU); mestre e doutorando em Educação também pela UFU; professor da Universidade de Uberaba (Uniube)
machado04fonseca@gmail.com

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

É HORA DE RECOMEÇAR....

Consórcio Intermunicipal une Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis


Foi assinado nesta segunda-feira, 17, pelos prefeitos de Nova Friburgo, Dermeval Barboza Moreira Neto, de Teresópolis, Jorge Mario Sedlacek e de Petrópolis, Paulo Mustrangi, protocolo de intenções formalizando a criação do Consórcio Intermunicipal pela reconstrução das três cidades da Região Serrana devastadas pelo temporal do dia 12 de janeiro. A união dos três municípios, que já vinha sendo articulada desde o final de 2009, com vistas ao desenvolvimento socioeconômico e ambiental, foi agilizada em função da calamidade pública instalada nas três cidades. O objetivo é integrar ações coordenadas, estabelecer cooperação técnica e científica e elaborar projetos visando à captação de recursos para a reconstrução dos três municípios, mobilizando as esferas estadual e federal de governo, a iniciativa privada e organismos internacionais.

O lançamento do Consórcio Intermunicipal reuniu em Teresópolis, nesta segunda-feira, autoridades estaduais e federais, como os secretários de Estado Rodrigo Neves (Assistência Social e Direitos Humanos), Júlio Lopes (Transporte) e Christino Áureo (Agricultura), os deputados estaduais Nilton Salomão, Marcos Vinicius, Olney Botelho, Rogério Cabral e Sabino, além dos senadores Francisco Dornelles e Lindberg Farias.

“Precisamos desse compromisso coletivo para trabalhar de forma unida a fim de ter força de articulação pela reconstrução das três cidades”, destacou o prefeito de Teresópolis, Jorge Mario, eleito presidente do Consórcio Intermunicipal. “Fomos vítimas da maior calamidade natural do país dos últimos anos. As cidades devem continuar trabalhando em parceria”, frisou o prefeito Dermeval Neto, de Nova Friburgo. “Esse consórcio vai além da situação atual. Vamos trabalhar para reerguer as três cidades para que a população recupere a sua autoestima”, conclamou Paulo Mustrangi, prefeito de Petrópolis.

O Consórcio Intermunicipal será sediado inicialmente em Teresópolis e a gestão será realizada através de reuniões itinerantes nos três municípios, de acordo com a demanda apresentada por cada um. A gestão será exercida por cada prefeito, por um período de oito meses cada um, iniciando-se pelo prefeito de Teresópolis, Jorge Mario. De outubro de 2011 a maio de 2012, a presidência será do prefeito Paulo Mustrangi, de Petrópolis, e de maio a dezembro de 2012 será do prefeito Dermeval Neto, de Nova Friburgo. Pelo cronograma de implantação, até o dia 20 de fevereiro acontecerão a aprovação legislativa do Consórcio, sua legalização e instalação física, bem como contratação de técnicos. A partir de 21 de fevereiro estão previstos a inauguração, o início das operações e a instalação de gabinetes no Rio de Janeiro e em Brasília.

Autoridades oferecem apoio

O senador Francisco Dornelles externou o seu apoio irrestrito ao que classificou de grande movimento social, que visa contornar os problemas que atingem os municípios da Região Serrana. “Parabenizo os prefeitos Jorge Mario, Paulo Mustrangi e Dermeval Neto pela criação do consórcio, pois sem organização não atingiremos os objetivos que queremos. Contem comigo nesse esforço para a recuperação dessa região tão querida e importante para todo o Brasil”.

O senador Lindberg Farias também se colocou à disposição dos três municípios. “Montei uma base em Brasília para fazer a ponte entre os prefeitos e os ministros da equipe da presidente Dilma. Foram publicados decretos liberando R$ 7 milhões para Teresópolis, mais R$ 7 milhões para Petrópolis e R$ 10 milhões para Nova Friburgo. Assessores do Governo Federal vão auxiliar os municípios na liberação imediata desses recursos”, informou.

Representando o governador Sérgio Cabral, o secretário Estadual de Assistência Social, Rodrigo Neves, anunciou que já foram destinadas 200 toneladas de alimentos, água, material de limpeza e higiene para os municípios da Região Serrana, atingidos pelo temporal do último dia 12. “Também está acertada com a Conab mais sete mil cestas básicas. Esse auxílio humanitário vai acontecer pelo tempo que for necessário”, garantiu.

Citando que a Secretaria Estadual de Agricultura está disponibilizando 60 máquinas para sete municípios da Região Serrana, usadas na reabertura dos acessos às comunidades rurais para o salvamento de pessoas e a normalização do escoamento da produção agrícola, o Secretário Christino Áureo adiantou que estão sendo providenciadas medidas para a obtenção de recursos visando à liquidação das dívidas dos produtores rurais.

Num depoimento emocionado, o Prefeito Dermeval Neto falou do episódio das crianças que receberam os bombeiros e voluntários cantando o Hino Nacional, numa escola municipal que serve de abrigo no Alto do Floresta, localidade muito atingida pela catástrofe. Apesar de estarem há dias sem água e comida, os pequeninos demonstraram que ainda é possível ter fé e esperança, reconstruindo, com dignidade, uma nova Nova Friburgo.
Postado por SECOM PREFEITURA DE NOVA FRIB
URGO



Hemorio: O órgão da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil fez um apelo para que a população doe sangue. O Hemorio fica na Rua Frei Caneca, nº 8, no Centro do Rio. Diariamente das 7h DF às 18h DF, inclusive em sábados, domingos e feriados. Para ser um candidato à doação, o voluntário deve ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos, estar bem de saúde e levar um documento oficial de identidade com foto. Mais informações podem ser obtidas através do Disque-Sangue (0800-282 0708), que esclarece dúvidas e agenda o horário de doação no Hemorio com hora marcada.

Polícia Militar: Todos os batalhões da PM do Rio também estão funcionando com centros de doações. O material arrecadado será encaminhado ao 12º BPM (Niterói), de onde será enviado para as áreas afetadas.

Estádios: A Secretaria Estadual de Esporte e Lazer montou postos de recolhimento de material nos estádios do Maracanãzinho (das 8h DF às 20h DF, portão 12) e do Caio Martins (das 8h DF às 20h DF, pelo portão principal na Avenida Roberto Silveira, em Icaraí.

Ministério Público: O MP estadual também está recebendo doações. Elas podem ser feitas na portaria do edifício-sede, na Avenida Marechal Câmara 370, Centro, das 10h DF às 17h DF, de segunda a sexta-feira.

Secretaria de Assistência Social - Está com bases montadas em Petrópolis, Teresópolis e Friburgo. A doações podem ser feitas nos seguintes locais: Sede da Fundação da Infância e Adolescência, Rua Voluntários da Pátria 120, em Botafogo; FIA Niterói, Rua General Castrioto 589, Barreto; Petrópolis, Rua General Osório 12, 2º piso, Centro; Teresópolis, Rua Josafá Cupelo 390, Bairro de Fátima; Friburgo, Avenida Julius Antônio Thuller 480, Olaria
.

COMO AJUDAR????????????

Prefeitura de Nova Friburgo
Banco: Banco do Brasil
Agência: 0335-2
Conta: 120.000-3

Defesa Civil – RJ
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 0199
Operação: 006
Conta: 2011-0

Fundo Estadual de Assistência Social do Estado do Rio de Janeiro
CNPJ 02932524/0001-46
Banco: Itaú
Agência: 5673
Conta: 00594-7

Campanha SOS Sudeste (CNBB e Cáritas Brasileira)
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 1041
Operação: 003
Conta: 1490-8

ou

Banco: Banco do Brasil
Agência: 3475-4
Conta: 32.000-5


A Prefeitura de Teresópolis disponibilizou uma conta corrente no Banco do Brasil para receber doações e ajudar as famílias atingidas pelo temporal. Com o nome “SOS Teresópolis – Donativos”, a conta corrente é número 110000-9, na Agência 0741-2. Há também a conta 2011-1, Agência 4146, da Caixa Econômica Federal. O CNPJ da Prefeitura é número 29.138.369/0001-47.

A Fundação Vale do Rio doce
abriu uma conta para doações e a cada real doado até o dia 31, a Vale vai depositar R$ 2. O dinheiro arrecadado será usado diretamente na reconstrução das áreas atingidas. Os interessados em doar dinheiro podem fazer o depósito pelo Banco do Brasil, agência: 1755-8; conta: 6584-6 e CNPJ: 33.896.291/001-05.



MÃOS `A OBRA: É HORA DE AJUDAR COMO PUDER: DOANDO , ORANDO , DIVULGANDO , TRABALHANDO....

Fantastico - Homem é resgatado após 16 horas sob os escombros 16-01-11

Fantastico - Áreas da Região Serrana (RJ) continuam isoladas 16-01-11

Imagens aéreas da Região Serrana no Rio

Fantastico - Bombeiros resgatam bebê em Nova Friburgo (RJ) 16-01-11

VEJA A DESTRUIÇÃO NO TELEFÉRICO DE NOVA FRIBURGO - 16/01/2011

IMAGENS INÉDITAS DAS CIDADES DESTRUÍDAS PELAS CHUVAS NO RJ - 15/01/2011

VEJA A DESTRUIÇÃO NO TELEFÉRICO DE NOVA FRIBURGO - 16/01/2011

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Tragédia na Região Serrana Rio de Janeiro

domingo, 2 de janeiro de 2011

RENOVAR A AÇÃO...

É TEMPO DE RENOVAR AS ESPERANÇAS. É TEMPO DE GUARDAR AS LEMBRANÇAS . É TEMPO DE AGRADECER TODA A AJUDA E TODAS AS VITÓRIAS. É TEMPO DE PENSARMOS E REFLETIRMOS SOBRE OS NOSSOS CAMINHOS, OS PASSOS QUE DEMOS , OS MOMENTOS EM QUE PRECISAMOS RETOMAR A CAMINHADA EM OUTRA DIREÇÃO . É TEMPO DE AGRADECER PELAS NOSSAS ESCOLHAS , PELA NOSSA SAÚDE E PELA PAZ QUE CONQUISTAMOS TODOS OS DIAS. É TEMPO DE AGRADECER PELA NOSSA FAMILIA , PELOS NOSSOS AMIGOS ,PELO NOSSO TRABALHO E PELAS BENÇÃOS QUE RECEBEMOS DOS NOSSOS AMIGOS ESPIRITUAIS , DO NOSSO MESTRE JESUS E DA NOSSA MÃE SANTÍSSIMA E AMADA . É TEMPO DE AGRADECER AO NOSSO PAI QUERIDO ....
FELIZ 2011 PARA TODOS OS AMIGOS DO CORAÇÃO !!!!!!!!!!!!!!

sábado, 11 de dezembro de 2010

SÉRIE PRA PENSAR

CASA ESPÍRITA: IDEAL E PROPÓSITO


EM GERAL , QUANDO IMAGINAMOS UMA CASA ESPÍRITA E AS SUAS ATIVIDADES , PENSAMOS BASICAMENTE EM TRABALHO , ESTUDO E ORAÇÃO.ESSAS SERIAM AS PRIORIDADES BÁSICAS PARA A SUA ORGANIZAÇÃO E O SEU FUNCIONAMENTO .
PENSO QUE NO CAMPO DO TRABALHO PODERIAM ESTAR AGRUPADAS TODAS AS ATIVIDADES NECESSÁRIAS A SUA ESTRUTURAÇÃO FÍSICA E ADMINISTRATIVA, COMO TAMBÉM NA ORGANIZAÇÃO DOS GRUPOS PARA O ATENDIMENTO ESPIRITUAL E A ASSISTENCIA SOCIAL FUNDAMENTAIS A QUALQUER GRUPO ESPÍRITA .
LONGE DE QUALIFICAR OU DAR MAIOR IMPORTANCIA PARA AS OUTRAS DUAS QUESTÕES - O ESTUDO E A ORAÇÃO , PENSO QUE SÃO ELAS QUE AJUDAM BASTANTE NA SUSTENTAÇÃO ESPIRITUAL QUE A CASA PRECISA TER PARA FUNCIONAR .
ACREDITO QUE É O ESTUDO QUE ORIENTA , EDUCA E DIRIGE A FORMAÇÃO E A PRÁTICA MEDIÚNICA . É O ESTUDO QUE TRAZ A SEGURANÇA E A CONSISTÊNCIA DA AÇÃO E DA ATITUDE MEDIÚNICA CRIANDO PARA O GRUPO AS CONDIÇÕES BÁSICAS PARA O INTERCÂMBIO ESPIRITUAL FUNDAMENTAL PARA A AMBIENCIA DA CASA.
ALIADA DO ESTUDO , É A ORAÇÃO QUE TRAZ PARA O MEDIUM, PARA O GRUPO E PARA A CASA , O AMPARO E A FORÇA TÃO NECESSÁRIOS A MANUTENÇÃO DE TODAS AS CONQUISTAS ALCANÇADAS .
MAS , LEMBRANDO DE PAULO , O APÓSTOLO DE DAMASCO , DE NADA ISSO TUDO VALE , SE NÃO ESTIVERMOS DISPOSTOS PARA O BEM , PARA A CARIDADE E PARA O AMOR. AFINAL , SE A NOSSA INTENÇÃO NÃO ESTIVER CERCADA E FOCADA NO PRINCIPAL , DEIXANDO DE LADO TODO O RESTO QUE PODE DESVIAR A NOSSA INTENÇÃO , NÓS ESTAREMOS PERDENDO UMA IMPORTANTE OPORTUNIDADE DE CAMINHARMOS NA DIREÇÃO DA NOSSA MELHORA , DA NOSSA TRANSFORMAÇÃO , DA NOSSA REFORMA ...
PENSEMOS NISSO

domingo, 28 de novembro de 2010

REPROGRAMAÇÃO

Nascestes no lar de que precisavas.
Vestiste o corpo físico que merecias.
Moras no melhor lugar que Deus poderia te proporcionar, de acordo com o teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades; nem mais nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes e amigos são almas que atraístes com tuas próprias afinidades.
Portanto, teu destino está constatemente sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes, são as fontes de atração e de repulsão na tua jornada vivencial.
Não reclames nem te faças de vítima. Antes de tudo, analisa e observa. A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta. Busca o bem e viverás melhor.

Francisco do Espírito Santo Neto. Ditado pelo Espírito Hammed. Página psicografada por Francisco do Espírito Santo Neto em reunião pública na Sociedade Espírita Boa Nova, Catanduva/SP, em 06/03/1996.



NOTAS:

SEMPRE É TEMPO DE FIRMARMOS O NOSSO COMPROMISSO DE ENCARNAÇÃO. SEMPRE É TEMPO DE VALORIZAR CADA UMAS DAS NOSSAS AÇÕES NOS COLOCANDO NÃO NA POSIÇÃO DE VÍTIMAS INJUSTIÇADAS, MAS SIM DE SUJEITOS ATIVOS E CAPAZES , DONOS DOS NOSSOS ATOS E DAS NOSSAS ESCOLHAS - QUE GUARDAM RELAÇÃO DIRETA COM OS NOSSOS PENSAMENTOS E AS NOSSAS ATITUDES.

VIVEMOS EXATAMENTE NAS CONDIÇÕES QUE BUSCAMOS VIVER . TEMOS EXATAMENTE O QUE PRECISAMOS TER PARA A CONSTRUÇÃO DAS NOSSAS REALIDADES . CABE A NÓS PELA NOSSA ESCOLHA , PELA NOSSA DETERMINAÇÃO E PELAS VIBRAÇÕES COM QUE DEIXAMOS NOS ENVOLVER VIVERMOS DA MANEIRA QUE AS NOSSAS ATITUDES NOS LEVAR

É A NOSSA ESCOLHA .É O NOSSO LIVRE ARBÍTRIO . MAS SE QUISERMOS PODEMOS SEMPRE COMEÇAR TUDO DE NOVO...

mafr

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

AINDA REFLETINDO...

Política, preconceito e religião vitaminam intolerância.
Marcelo Semer
De São Paulo (SP)


Não se pode dizer, ainda, que as agressões da Paulista que vitimaram gays, tiveram motivação homofóbica. Infelizmente não seria nenhuma novidade. Faz tempo temos convivido com extremismos discriminatórios, que vez por outra transbordam para o noticiário policial. Nordestinos, mendigos, índios e homossexuais estão entre as vítimas preferenciais de operações de limpeza étnica ou expressões de pura arrogância. Mas mesmo entre aqueles que não agridem, é de se notar que a intolerância e a discriminação têm alcançado índices alarmantes. Que o digam as violentas manifestações no twitter, culpando nordestinos pelo resultado da eleição.
Por pouco, a coisa não piora.
Recentemente soubemos que no começo de agosto grupos neonazistas preparavam manifestação em homenagem a Rudolf Hess, condenado à prisão perpétua por crimes contra a humanidade, dos quais, aliás, morreu dizendo jamais se arrepender. Denúncia de anarquistas ao Ministério Público paulista desarticulou a passeata que até então vinha sendo preparada em grupos de discussão na Internet, defensores do "orgulho branco". Os neonazistas chamam Hess de "mensageiro da paz", mas as mensagens que eles mesmos produziam, entre louvações a Hitler e ao poder branco, estavam repletas de afirmações discriminatórias a "anarcos, judeus, pretos e comunistas". As comunidades afirmam: "somos brancos nacionalistas; há milhares de organizações promovendo os interesses, valores e heranças dos não-brancos. Nós promovemos os nossos". Lembrar o nazismo parece um absurdo de alucinados saudosistas da barbárie. Mas o tom do recente manifesto "São Paulo para os Paulistas" não destoa muito destas palavras de reverência ao "orgulho branco". Trocados migrantes por judeus e paulistas por arianos, a idéia de "defender o que é verdadeiramente nosso", tipicamente paulista, sem mistura, não está longe daquela que alavancou o nazismo, tenham eles consciência ou não disso. O documento que circulou pela web se afirmou anti-racista e contra o preconceito. Mas está fincado, basicamente, na idéia de "soberania do paulista em sua terra". Os migrantes, sobretudo nordestinos, são acusados de promover bagunças, invasões de propriedade e ocupar empregos dos paulistas, com a mesma contundência que se vê nos grupos xenófobos europeus em relação a árabes e africanos.
"A grande maioria dos crimes, violências e fraudes, está relacionada a migrantes", sustenta o abaixo-assinado, sendo estes, ainda, os que "mais se apoderam dos serviços públicos". A campanha, para além de glorificar o "orgulho paulista", propõe absurdas limitações no uso de serviços estatais e acesso a cargos públicos, a serem restritos aos da terra. A migração deveria ser revertida, apregoam, lembrando que "os migrantes possuem altíssima taxa de natalidade e ocupam espaços que pertencem ao povo paulista"; ademais, "promovem arruaças em transportes públicos, saciam a fome e impõem seus costumes aos bandeirantes". A xenofobia não é nada nova, mas foi recentemente vitaminada por uma campanha eleitoral repleta de desinformação e despolitização. Durante a eleição presidencial, muitos foram os analistas que atribuíam uma possível vitória de Dilma a seu desempenho no Nordeste. Ouvimos ad nauseam tais comentários, insinuando um país eleitoralmente dividido, além do preconceito enrustido sob a crítica da eleição ganha por intermédio de favores aos mais pobres. Os números foram severos com esses argumentos, pois Dilma venceu expressivamente no Sudeste e teria sido eleita mesmo sem os votos do Norte e Nordeste. Mas a impressão de um país rachado entre cultos e incultos, Sul e Norte, já havia conquistado muitos corações e mentes na elite paulista. Afinal, como dizia Sartre, o inferno são os outros. São eles que responsabilizamos por nossos fracassos, porque é custoso demais atribuir os erros a nós mesmos. A tática do vale-tudo e a adesão desesperada à estratégia típica dos ultraconservadores norte-americanos, de trazer a religião para os palanques, ou levar a política para os cultos, estimulou ainda uma nova rodada de preconceitos. Não bastasse a questão do aborto ter sido tratada como ponto central da disputa, religiosos exigiam dos candidatos rejeição ao casamento gay e a não-criminalização da homofobia, instrumentos que apenas aprofundam a discriminação pela orientação sexual. Os níveis diferenciados de crescimento das regiões mais pobres, a ascensão social provocada pelos mecanismos de transferência de renda, a ampliação da classe média e a redução da sensação de exclusividade são, paradoxalmente, condimentos para a evolução da intolerância. Tradicionalmente os momentos de mobilidade social são tão sensíveis quanto aqueles de depressão. Que saibamos evitar no crescimento a intolerância de que sempre soubemos desviar nos momentos de crise.

Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de "Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho" (LTr) e autor de "Crime Impossível" (Malheiros) e do romance "Certas Canções" (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo.

(...)

ESTAS SÃO QUESTÕES MUITO SÉRIAS E QUE SUJAM MAIS UMA VEZ O ATUAL MOMENTO DAS RELAÇÕES SOCIAIS NO NOSSO PAIS . A INTOLERANCIA E A DISCRIMINAÇÃO DEVEM SER TOTALMENTE BANIDAS DAS NOSSAS VIDAS . PRECONCEITO NÃO SERVE PARA NADA.DEVEMOS INVESTIR CADA VEZ MAIS NA CONVIVENCIA ENTRE TODOS SEM NENHUMA DISTINÇÃO. AOS OLHOS DE DEUS SOMOS TODOS - TODOS SEM EXCEÇÃO , ESPIRITOS MUITO ENDIVIDADOS COM OPORTUNIDADES DADAS POR ELE PARA O CAMINHO DA VOLTA A SUA CASA.
SE SOMOS , OU PELO MENOS NOS DIZEMOS CRISTÃOS E ESPÍRITAS , PRECISAMOS EXERCITAR TODOS OS DIAS , O CAMINHO DO BEM . TEMOS QUE , TODOS OS DIAS , TRABALHAR PARA EXPURGAR O QUE DE PIOR EXISTE EM NÓS E DEIXAR VIR A TONA O HOMEM NOVO , LIVRE DE PRECONCEITOS E EMBOTADO AINDA PELOS VÍCIOS MAIS ESCONDIDOS , COM A DESCULPA QUE AINDA SOMOS HUMANOS OU QUE NÃO ESTAMOS FAZENDO TESTE PARA SANTOS.
VAMOS , PRECISAMOS SEGUIR EM FRENTE....

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PARA REFLETIR...

"Calem a boca, Nordestinos "


Por José Barbosa Junior


A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.
Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.
Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…dentre tantos outros...
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
Ah! Nordestinos…
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.
Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!
Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!
Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!
Minha mensagem então é essa: – "Calem a boca, nordestinos!"
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”
Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!

Fonte: http://www.crerepensar.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=204&Itemid=26

terça-feira, 2 de novembro de 2010

DESAFIOS...

Desafios para a presidente Dilma Rousseff
1/11/2010 16:29, Por Leonardo Boff - do Rio de Janeiro


Celebramos alegremente a vitória de Dilma Rousseff. E não deixamos de folgar também pela derrota de José Serra que não mereceu ganhar esta eleição dado o nivel indecente de sua campanha, embora os excessos tenham ocorrido nos dois lados. Os bispos conservadores que, à revelia da CNBB, se colocaram fora do jogo democrático e que manipularam a questão da descriminalização do aborto, mobilizando até o Papa em Roma, bem como os pastores evangélicos raivosamente partidizados, sairam desmoralizados.

Post festum, cabe uma reflexão distanciada do que poderá ser o governo de Dilma Rousseff. Esposamos a tese daqueles analistas que viram no governo Lula uma transição de paradigma: de um Estado privatizante, inspirado nos dogmas neoliberais para um Estado republicano que colocou o social em seu centro para atender as demandas da população mais destituída. Toda transição possui um lado de continuidade e outro de ruptura. A continuidade foi a manutenção do projeto macroeconômico para fornecer a base para a estabilidade política e exorcizar os fantasmas do sistema. E a ruptura foi a inauguração de substantivas políticas sociais destinadas à integração de milhões de brasileiros pobres, bem representadas pela Bolsa Familia entre outras. Não se pode negar que, em parte, esta transição ocorreu pois, efetivamente, Lula incluiu socialmente uma França inteira dentro de uma situação de decência. Mas desde o começo, analistas apontavam a inadequação entre projeto econômico e o projeto social. Enquanto aquele recebe do Estado alguns bilhões de reais por ano, em forma de juros, este, o social, tem que se contentar com bem menos.

Não obtante esta disparidade, o fosso entre ricos e pobres diminuiu o que granjeou para Lula extraordinária aceitação.

Agora se coloca a questão: a Presidente aprofundará a transição, deslocando o acento em favor do social onde estão as maiorias ou manterá a equação que preserva o econômico, de viés monetarista, com as contradições denunciadas pelos movimentos sociais e pelo melhor da inteligentzia brasileira?

Estimo que, Dilma deu sinais de que vai se vergar para o lado do social-popular. Mas alguns problemas novos como aquecimento global devem ser impreterivelmente enfrentados. Vejo que a novel Presidente compreendeu a relevância da agenda ambiental, introduzida pela candidata Marina Silva. O PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento) deve incorporar a nova consciência de que não seria responsável continuar as obras desconsiderando estes novos dados. E ainda no horizonte se anuncia nova crise econômica, pois os EUA resolveram exportar sua crise, desvalorizando o dólar e nos prejudicando sensivelmente.

Dilma Rousseff marcará seu governo com identidade própria se realizar mais fortemente a agenda que elegeu Lula: a ética e as reformas estruturais. A ética somente será resgatada se houver total transparência nas práticas políticas e não se repita a mercantilização das relações partidárias(“mensalão”).

As reformas estruturais é a dívida que o governo Lula nos deixou. Não teve condições, por falta de base parlamentar segura, de fazer nenhuma das reformas prometidas: a política, a fiscal e a agrária. Se quiser resgatar o perfil originário do PT, Dilma deverá implementar uma reforma política. Será dificil, devido os interesses corporativos dos partidos, em grande parte, vazios de ideologia e famintos de benefícios. A reforma fiscal deve estabelecer uma equidade mínima entre os contribuintes, pois até agora poupava os ricos e onerava pesadamente os assalariados. A reforma agrária não é satisfeita apenas com assentamentos. Deve ser integral e popular levando democracia para o campo e aliviando a favelização das cidades.

Estimo que o mais importante é o salto de consciência que a Presidente deve dar, caso tomar a sério as consequências funestas e até letais da situação mudada da Terra em crise sócio-ecológica. O Brasil será chave na adaptação e no mitigamento pelo fato de deter os principais fatores ecológicos que podem equilibrar o sistema-Terra. Ele poderá ser a primeira potência mundial nos trópicos, não imperial mas cordial e corresponsável pelo destino comum. Esse pacote de questões constitui um desafio da maior gravidade, que a novel Presidente irá enfrentar. Ela possui competência e coragem para estar à altura destes reptos. Que não lhe falte a iluminação e a força do Espírito Criador.

Leonardo Boff é teólogo e escritor.
PUBLICADO NO CORREIO DO BRASIL
2 de Novembro de 2010 - Ano XI - Número 3958

sábado, 30 de outubro de 2010

PRA PENSAR...

ESCOLHAS


É LAMENTÁVEL MISTURAR POLÍTICA E RELIGIÃO. O DIREITO DE ESCOLHA É INALIENÁVEL E A DEMOCRACIA PRESSUPÕE ACERTO, ERRO, DISCERNIMENTO E AMADURECIMENTO. TODO MUNDO TEM O DIREITO DE ESCOLHER. MAS NINGUÉM TEM O DIREITO DE INDUZIR A SUA ESCOLHA USANDO ARGUMENTO RELIGIOSO.
E, DEPOIS, CONVENHAMOS, SE A MAIORIA ESTÁ ESCOLHENDO CONTINUAR COM UM GOVERNO QUE TEM 82% DE APROVAÇÃO...

TODOS NÓS TEMOS O DIREITO DE DEFENDER AS NOSSAS OPÇÕES, CONVICÇÕES E POSTURAS. ISSO NINGUÉM TIRA DA GENTE. SÓ O AMADURECIMENTO APURA AS NOSSAS ESCOLHAS. AGORA, O QUE NÃO DEVEMOS FAZER É IMPOR OU CONSTRANGER NINGUÉM POR CONTA DA NOSSA VONTADE. DEVERÍAMOS TENTAR ARGUMENTAR COM IDÉIAS, NÃO COM OFENSAS OU IMPOSIÇÃO. NÓS QUE NOS ESFORÇAMOS TODOS OS DIAS PARA CONQUISTARMOS A CONDIÇÃO DE ESPÍRITAS PRECISAMOS TRAZER PARA O NOSSO COTIDIANO O RESPEITO A ESCOLHA DO OUTRO , A TOLERÂNCIA COM AS IDÉIAS E IDEAIS DIFERENTES DOS NOSSOS E A SOLIDARIEDADE COM TODOS OS NOSSOS IRMÃOS.
VOLTO A REFORÇAR QUE NUM ESTADO DEMOCRÁTICO, A MELHOR MANEIRA DE ESCOLHERMOS OS NOSSOS REPRESENTANTES É ATRAVES DO VOTO. LEMBREMOS DO ESFORÇO QUE A NAÇÃO FEZ PARA ALCANÇAR ESSE ESTADO E VALORIZEMOS ESSE MOMENTO.ASSIM , A CONSEQÜÊNCIA NATURAL DESSE PROCESSO É A VITÓRIA DA MAIORIA E O RESPEITO DE TODOS A ESCOLHA SAIDA DAS URNAS.

TEMOS APENAS QUE LEMBRAR QUE O NOSSO VOTO DEVE REPRESENTAR A NOSSA ESCOLHA. E ESTA ESCOLHA TEM A VER COM AS NOSSAS CONVICÇÕES, AS NOSSAS AFINIDADES, A NOSSA CONSCIÊNCIA...

PENSEMOS NISSO, ESPERANDO O RESPEITO DE TODAS AS NOSSAS CONVICÇÕES E O NOSSO RESPEITO ÀS CONVICÇÕES DOS OUTROS.

mafr.

sábado, 23 de outubro de 2010

SOBRE O ANIMISMO...

Todo médium é anímico?
Luiz Gonzaga Pinheiro



"Como distinguir se o Espírito que responde é o do médium ou se é outro Espírito?
- Pela natureza das comunicações. Estuda as circunstâncias e a linguagem e distinguirás. "
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec (Cap. XIX, questão 223. § 3)


Em se definindo animismo como a narrativa de fatos atuais ou passados que repontam do inconsciente do médium para o consciente, podemos dizer que, a princípio, quando não educados, os candidatos ao exercício da mediunidade são anímicos, em sua grande maioria.

Como somos Espíritos imortais em longa excursão pelos cenários terrestres, alternando a vestimenta carnal entre o feminino e o masculino, assimilando diversos hábitos regionais e lingüísticos, vivendo tempos de paz c de discórdia, é natural que muitos eventos nos marquem emocionalmente, registrando-se de maneira férrea nos arquivos do inconsciente. Sob a influência de um indutor, um estímulo que se assemelha ao que foi gravado, gera-se uma ponte inconsciente/consciente, podendo, através dessa evocação, ser externado com aparência de realidade atual, aquilo que foi vivido mas não esquecido ou superado.

Conheci um médium que, havendo praticado o suicídio por duas encarnações seguidas, passou anos na mesa mediúnica a transmitir psicofonicamente as comunicações de dezenas de suicidas. –Apenas animismo- diziam-nos em segredo os mentores espirituais. O companheiro praticava a catarse dos longos sofrimentos que lhe cristalizaram na mente os esgares, a sufocação, o fogo na pele, a dor superlativa dos dois gêneros de suicídios pelos quais passara. A doutrinação era exercida como se realmente ali estivéssemos em cantata com um comunicante desencarnado trazido para o atendimento fraterno. No entanto, sabíamos estar falando diretamente ao Espírito do médium, que, portando cristalizações de difícil neutralização, sofria, através das reminiscências afloradas, o drama a que estava vinculado.

Esse período de animismo varia de aprendiz para aprendiz, conforme sejam as marcas emocionais que transporta. O gênero não influi muito. Um estigma é sempre um estigma. Doloroso ou terno, depende do indutor que o faça aflorar, sendo justo que os sofrimentos, pela ulceração que imprimem na alma, sejam evocados com freqüência, pelo caráter peculiar do mundo de provas e expiações em que vivemos, onde a dor é o inquilino pontual e assíduo na convivência com os terrícolas. Acontecimentos ditosos, mas que deixaram saudade, nostalgia, ansiedade, misto de ternura e tristeza, também são arrancados do inconsciente pela idéia indutora que estabeleça uma sintonia com o que foi vivenciado. Até mesmo uma emoção mais fome cultivada na atual encarnação, tal como a admiração profunda por santos e heróis a traduzir-se em fanatismo, pode gerar idéias obsidentes ou cristalizações duradouras, que, nesta ou em outras encarnações, retornam à cena via catarse, para que o médium possa produzir favoravelmente, desobstruindo o canal mediúnico para mensagens dos Espíritos e não de suas mensagens próprias ou espirituais ainda mescladas de personalismo.

Saliente-se que, se o médium, ao receber a mensagem do comunicante, a traduz em linguajar mais culto ou menos intelectual, sem prejuízo da sua essência, não é anímico.

Há de se analisar o nível cultural, o estudo, a fluência, o

grau de evolução enfim, de cada indivíduo, encarnado ou desencarnado.

Concluímos afirmando que nem todos os médiuns são anímicos. Alguns o são por idéias e emoções cristalizadas no passado, enquanto outros o serão por idéias e emoções cristalizadas no presente.

Será assim, enquanto o amor não constar como regra de convivência e remédio salutar para os dramas do mundo.

Retirado de "Mediunidade. Tire suas dúvidas" – Editora EME

domingo, 3 de outubro de 2010

SÉRIE ANDRE LUIZ

NOS COMPROMISSOS DE TRABALHO


Nunca se envergonhe, nem se lamente de servir.

Enriquecer o trabalho profissional, adquirindo conhecimentos novos é simples dever.

Colabore com as chefias através da obrigação retamente cumprida, sem mobilizar expedientes de adulação.

Em hipótese alguma diminuir ou desvalorizar o esforço dos colegas.

Jamais fingir enfermidades ou acidentes, principalmente no intuito de se beneficiar das leis de proteção ou do amparo das instituições securitárias, porque a vida costuma cobrar caro semelhantes mentiras.

Nunca atribua unicamente a você o sucesso dessa ou daquela tarefa, compreendendo que em todo trabalho há que considerar o espírito de equipe.

Sabotar o trabalho será sempre deteriorar o nosso próprio interesse.

Aceitar a desordem ou estimulá-la, é patrocinar o próprio desequilíbrio.

Você possui inúmeros recursos de promover-se ou de melhorar a própria área de ação, sem recorrer a desrespeito, perturbação, azedume ou rebeldia.

Em matéria de remuneração, recorde: quem trabalha deve receber, mas igualmente quem recebe deve trabalhar.

LIVRO:Sinal Verde pelo Espírito de André Luiz

Psicografado por Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SÉRIE CONSCIÊNCIA E ATITUDE

Sociedade
Servir a dois senhores

Texto publicado em 28 de Setembro de 2010 -


por Hermann Gonçalves Marx *


Há uma falsa religião que os profetas nunca cessaram de denunciar: a religião dos que julgam ter a consciência em dia sem muito esforço, cumprindo ritos e práticas exteriores de culto. Muitas vezes é uma aparência de religiosidade que serve para encobrir a exploração dos pobres.

O mesmo se dá com alguns governantes, quanto ao ato de governar, especialmente àqueles que têm maior poder de mando. A amizade e a dedicação que o governante deve dedicar ao povo não é fruto de seu bom coração, mas exigência e dever que lhe advêm daquilo que possui e para onde foi colocado.

O dirigente de um governo, em qualquer nível, deve considerar-se mais um atento administrador dos bens de um povo. Como afirma São Basílio: “Não és tu acaso um ladrão que te apossas das riquezas cuja gestão recebestes?”

- Ao doente pertence o remédio que é superfaturado.
- Ao motorista as boas estradas cujas melhorias nunca aparecem.
- Ao trabalhador a aposentadoria desviada.
- Às famílias a segurança de andar nas ruas, que foi subtraída do dia a dia.
- A todos a direito de falar, ser escutado, e ter sua opinião considerada, que foi desprezada.

A má administração do que é público comete tantas injustiças quanto são aqueles a quem deveria fazer e dar as coisas.

São poucos que agora controlam e surrupiam riquezas que são de todos. O dinheiro, especialmente o dos impostos pagos por todos, deve tornar-se instrumento de comunhão entre as pessoas e não privilégio de alguns. Nesse caso se torna uma riqueza de iniquidade, tanto no ato de possuir como no de dar. A doação feita para tranquilizar a consciência não é verdadeira doação.

Roubar dos que tem para dar-se parte grande e distribuir outra parte aos pobres, é uma simples troca de guarda da riqueza e uma falsa idéia de que se reduz a distancia entre ricos e pobres, briga eterna no mundo.

Fazer amigos com a riqueza desonesta?

Não dá para servir a dois senhores: ao dinheiro e ao povo.


* * Hermann Gonçalves Marx possui graduação em Engenharia Mecânica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (1972), especialização em economia industrial pela Universidade Técnica de Aachen (1976), mestrado em Sistemas e Pesquisa Operacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1974) e doutorado em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo (2005). Atualmente é professor convidado da FIA-USP e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing. Tem grande experiência na área de Administração Empresarial. Atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento endógeno, política industrial, sociedade empresarial, administração pública e economia pública.

FONTE: http://www.portogente.com.br


UMA OBSERVAÇÃO MUITO PERTINENTE:

É UMA ANÁLISE BASTANTE OPORTUNA E SERVE COMO UMA LUVA PARA O ATUAL MOMENTO EM QUE VIVEMOS . ESTAMOS AS VÉSPERAS DE EM MAIS UMA OPORTUNIDADE CONQUISTADA PELO NOSSO ESFORÇO DE EXERCITAMOS O NOSSO DIREITO AO VOTO. PRECISAMOS PENSAR SOBRE TODAS ESSAS QUESTÕES PARA DECIDIRMOS SOBRE AS NOSSAS ESCOLHAS...

VAMOS LÁ...

NOVAS FRONTEIRAS PARA A CIENCIA E O CONHECIMENTO

Debate sobre ciência e conhecimento na UFRJ nesta terça
Texto publicado em 27 de Setembro de 2010

A Universidade Federal do Rio de Janeiro oferece, no dia 28 de setembro, o debate “O atual estágio da ciência e as novas fronteiras do conhecimento”. O evento busca uma multiplicidade de abordagens sobre a ciência e o conhecimento, e, por isso, contará com a presença de educadores, engenheiros, filósofos, sociólogos e outros profissionais da universidade.

Duas mesas de debate estão programadas: a primeira, das 9h às 12h30, contará com a presença de Francisco Dória, Professor Emérito da Escola de Comunicação (ECO/UFRJ); Franklin Trein, diretor do Programa de Estudos Europeus (PEE) do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifcs/UFRJ); o psiquiatra José Henrique Rubim de Carvalho, vice-presidente da Associação Médico-Espírita do Estado do Rio de Janeiro (AME-RIO) e Roberto Bartholo, professor do Programa de Engenharia de Produção (PEP) da Coppe/UFRJ.

A segunda mesa de debate será de13h30 às 16h30 e trará o padre e filósofo Olinto Pegoraro, um dos organizadores da pós-graduação em Filosofia da UFRJ; Paulo César Fructuoso, professor de medicina da Uerj; Rubens Turci, pesquisador do Laboratório de Estudos da Índia e Ásia do Sul, e o engenheiro Cláudio Conti, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). O debate será mediado pelos professores da Escola Politécnica Mário Petzhold e Orlando Cosenza.

“O atual estágio da ciência e as novas fronteiras do conhecimento” acontecerá no auditório do bloco A do edifício do Centro de Tecnologia, Avenida Athos da Silveira Ramos, 149. A entrada é franca.

Fonte: http://www.portogente.com.br
UFRJ