quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Hoje....

Hoje é o dia de despertar em mim a doce criança que um dia  eu fui....
Pra lembrar da minha infância  que está guardada. ....
Pra rir das brincadeiras  de rua e dos amigos que ficaram lá atrás. ...
Pra trazer a alegria dos encontros e das festas que existiam....
Pra brincar de brincar com a saudade .....
Pra rodar na roda que só  nós podiamos fazer....
Pra  contar as estrelas no céu  sem poder apontar o dedo....
Pra jogar bola de meia e bola de gude e chegar em casa campeão. ...
Pra ir pra escola e estudar pra depois brincar ....
Pra visitar a tia  e não  poder  se mexer na cadeira e nem aceitar nada....
Pra brincar até  cansar com a nossa cachorrinha que era a mais bonita do Bairro. ...
Pra soltar a pipa que tinha uma rabiola bem grande e sair cortando todo mundo...
Pra se esconder no pique esconde e ninguém me achar....
Pra esperar a noite de Santo Antônio, São João  e São  Pedro pra dançar quadrilha e comer a canjica mais gostosa  que só  a minha avó  fazia. ...
Pra ir na praia com a minha tia e os meus primos. ...
Pra sair no Domingo e ir na Praça  e comer pipoca....
Pra ver  a cegonha que ia  trazer um bebê pra vizinha . Mas a gente nunca conseguiu. ...
Pra voltar a aprender  a andar de bicicleta. .....
Pra voltar a acreditar em Papai Noel e em Coelhinho da Páscoa e compreender que a magia de ser criança estava na inocência e na pureza que nenhum de nós  poderia ou deveria perder...
Tomara que de tempo de lembrar de tudo....

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Viu ?????

Sobre os alfinetes , as lembranças e muito mais....

Já que o nosso titulo fala de alegorias vamos seguindo no mesmo ritmo.... Lembro de uma rua num distante subúrbio há muito tempo num bairro bem afastado . Lembro que nessa rua tinham muitas vilas e casas e que ali passavam todos os dias o verdureiro , o amolador de facas e leiteiro. E que tinha um açougue  que cortava e limpava o que o freguês queria levar e um sapateiro que ainda trocava salto de sapatos e uma pequena porta aonde trabalhava um  alfaiate . É  . Um alfaiate daqueles que talhava o tecido de acordo com o freguês  e transformava sonho em felicidade . É  certo que houve um tempo em que ele trabalhava muito e vinha gente de todo canto só  para  encomendar um terno para uma ocasião  pra  lá  de especial  que ele prontamente executava com a qualidade  que só  os Mestres possuíam. Sempre lembro da primeira vez que fui com o meu avô naquela casa  para que ele pudesse fazer um terno de festa com esse alfaiate . E ali naquela ocasião , lembro até hoje ,
pude conhecer um menino que , ao seu lado , aprendia  as primeiras lições do oficio do pai . E o pai , o alfaiate amigo do meu avô,  passava sem nenhuma formalidade , os passsos e os caminhos do seu ofício e da sua arte  ao seu filho . Mas o que mais me prendia a atenção  é  que ao mesmo tempo que trabalhava ele tinha o hábito  da prosa . É   . Era uma prosa que envolvia a todos que estavam por perto . E com o meu avô  , eles levavam  muito tempo falando da vida  , das oportunidades  e das dificuldades  tão  comuns  nas conversas daquela  época.  Tudo isso sem faltar  do gostoso cafezinho que lá  pelas tantas a sua esposa trazia  com muito gosto ....
Já  passou muito tempo desde essa época e às  vezes sempre me pego lembrando dessas situações sempre que passo por alguma dificuldade e dos muitos ensinamentos. Além  da grande amizade dos dois era muito bom perceber  a confiança  e cumplicidade que eles mantinham durante o processo da feitura do terno . Mais ainda , lembro mesmo criança,  do respeito que eles mantinham e do tom  de consideração que havia nas ponderações de cada um . De verdade  , nunca vi e nem me lembro  de nenhuma ocasião de ter havido nenhuma rusga entre eles . Mais ainda , havia época  em que o meu avô   , mesmo sem condição levava o corte e dizia não ter como pagar  de pronto e mesmo assim saía com o melhor terno já  feito porque havia ali a linha da honestidade , o corte da tolerância  e principalmente o acabamento do bom viver entre eles ...
Há muito o meu avô  e o seu amigo alfaiate já  não  estão entre nós  e desde que me fiz adulto , mudei , sai e nunca mais voltei  aquela rua e só  consigo  lembrá -la perdida na minha memória mas a guardo com muito  carinho porque é  lá  que ficaram essa e outras  tantas lembranças que me fizeram  ser o que sou hoje ...
Essa era a rua que nós morávamos e lá  estão guardadas o grito do verdureiro  e do amolador de facas ,  o cheiro do pão fresquinho de manhã  , as nossas  brincadeiras depois da escola , a hora que a minha avó  e as minhas tias sentavam com as cadeiras  nas calçadas e muito mais....
E hoje ela está  guardada , bem guardada.....

domingo, 9 de outubro de 2016

Sobre o desdobramento com propósito...

É  o trabalho dirigido  e feito com a intenção de  apoiar e contribuir com a ação  da Espiritualidade na condução  das atividades que ocorrem no Astral . É a prática  mediúnica que sustenta as reuniões apométricas que ocorrem a partir da união das energias do médium,  da Espiritualidade e da Natureza .
O desdobramento dirigido é uma técnica fundamental ao trabalho e é  alcançado com consistente treinamento e apurado comando . Na medida da sua efetiva realização pode dar ao trabalho uma unidade de ação e levar o grupo a resultados  bastante significativos para o alcance final da ação.
Sem dúvida é  um grande aliado nas ações ligadas às técnicas  utilizadas  nos trabalhos  apométricos principalmente  nos momentos de reposição energética realizadas com comandos seguros e fundamentais para  a técnica. No entanto é importante que fique claro  que sob nenhuma hipotese essa ação  deva ser realizado sem uma significativa  supervisão na sua condução.
A nossa experiência tem levado a importantes conquistas  que vem dando qualidade ao trabalho  e vem trazendo também  mais segurança ao grupo em suas atividades. Outro aspecto a ser citado  é  a união  , a unidade e a confiança  do grupo com relação ao comando e a direção das ações  e dos componentes entre si e nas técnicas utilizadas e o alto grau de concentração mental necessário ao trabalho.

Voltamos a falar disso ....


sábado, 8 de outubro de 2016

Consciência ....

Em tudo que fazemos precisamos agir e trabalhar com toda a ajuda que pudermos ter  . É fundamental que compreendamos que  não  caminhamos nem progredimos se não  tivermos parceiros  e ajuda . E que ninguém faz nada sozinho e que  não  existe vitória  de verdade  se for solitária.
E que o progresso é  resultado  de um esforço  solidário .
Em muitas vezes  podemos  compreender que as maiores dificuldades podem nos levar as maiores vitórias . E sempre que  nos esforçamos podemos crescer rumo a garantir para as nossas vidas experiências que podem envolver todos os que convivem conosco.
Se formos  comprometidos com uma intenção e conseguirmos contaminar positivamente os que nos são próximos teremos uma grande possibilidade de avançar por caminhos  que nos levarão a mudanças tranformadoras .
E só existe um caminho : é  o trabalho a força mestra que pode nos levar  a percorrer novas e grandes possibilidades que nos levarão a um novo caminhar....

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

E o seu preconceito....você guarda aonde ????

Você já  reparou o esforço  que  faz para esconder  o seu preconceito quando se vê  exposto na sua maior fraqueza que é  a de discriminar um semelhante.
Ou você  acha normal achar que  é melhor , que  pode mais e que é  superior a alguém  que é simplesmente igual a você  só  porque  acha que tem uma superioridade  baseada numa imposição  da tua vontade , da tua postura ou da tua condição. 
São  muitos os interesses que envolvem as nossas escolhas . Até  os nossos . Ainda  não  pensamos de forma coletiva e todas as nossas atitudes estão  carregadas de preconceito e interesse .
Não  somos inocentes nem tolos . Apenas não  consolidamos a nossa supremacia sobre os outros . Nas nossas relações - em todas elas e em todos os lugares e situações ainda prevalece a lógica do vencedor , do dominador e do poderoso sobre o perdedor,  o dominado e o fraco .
Ainda não  vemos o Todo e nem sequer  compreendemos que somos parte dele .
Estamos programados para o lucro , a vantagem e a vitória. Só  nos interessa demonstrar que somos superiores e que podemos impor o nosso poder e a nossa vontade .
Em tudo , muitas vezes até  sem perceber , discriminamos o nosso semelhante por motivos variados - moral , religioso,  sexual , social , etc e agimos de forma mesquinha e torpe.
E então  somos expostos pelo que temos de pior e nos vemos como somos . Feios , sujos e desqualificados .

E então , um dia compreendemos que não  pode existir nenhuma  distinção . Só  o ponto de vista . E assim saímos da nossa zona de conforto  para compreender e aceitar o outro . E entender que fazer distinção,  discriminar  ou impor condição a alguém por qualquer motivo  ou fundamentação  além  de ser inaceitável demonstra um comportamento distorcido e desqualificado além de nocivo ao convívio  social.

E você  ainda guarda o seu preconceito aonde ? Ou já pensou  em jogar tudo fora ????

Sintonia é tudo...

Essa é  a maior  das verdades  . Em casa , no local de trabalho e em qualquer  lugar que  a gente vai ...
Ainda mais . Se você  está  aberto e invigilante você pode deixar  marca e abrir o teu sinal pra  um monte de gente igual a você  . E não adianta depois dizer que não era  bem isso que você  estava pensando.
E pra  sair  daí pode ser o maior bode .... e dar o maior trabalho.
Mas o melhor  é sempre  buscar uma energia  boa  pra  viver e achar o melhor caminho para andar...






Falando sobre o Desdobramento ....

"A projeção do duplo astral no mundo dos Espíritos é um fato que requer experiências inúmeras na arte de sair do corpo com maior ou menor consciência." Lancelin /João Nunes Maia
Todos os dias das nossas vidas vivemos experiências de desdobramento natural quando nos desligamos do corpo físico por ocasião do nosso sono e isso acontece com todo mundo . Uns lembram dessas experiências e são capazes de contá-las inúmeras vezes .Outros nem tanto e são capazes de dizer que nunca viveram situações como essas. Mas o fato é que todos nós vivenciamos naturalmente essa situação e isso é muito mais comum do que podemos pensar. Mas ,quero falar agora de uma outra situação que pode acontecer com qualquer um de nós. É do desdobramento que pode acontecer quando somos levados conscientemente a lugares e situações que nos remetem a experiências ainda pouco compreendidas e em algumas oportunidade , sem muita explicação . É como se fôssemos descolados da nossa realidade e levados a experimentar outras realidades diferentes da nossa . É muito mais do que comum essa experiência e pode nos auxiliar bastante no trabalho mediúnico que venhamos a realizar . Mas é fundamental que essa prática possa ser realizada de forma segura e esteja sustentada pelo equilíbrio do trabalho que poderemos executar . Por experiência própria é importante destacar a necessidade de se estabelecer uma segurança mínima no propósito e na intenção de progredir com tal intenção . Devemos começar com pequenas experiências de meditação que devem ser vividas de forma compartilhada com o grupo mediúnico a que estejamos ligados . Como requisito anterior devemos ter alguma experiência de meditação realizada individualmente feita em ocasiões de pequenos relaxamentos . É importante de vivenciemos essas experiências compartilhadas com o objetivo de estabelecer e sustentar importantes graus de afinidade e sintonia que serão fundamentais para o trabalho que será realizado mais tarde . E aos poucos experimentando repetidamente as diversas possibilidades de vivenciar e compreender para aos poucos sustentar o compromisso a ser assumido .
VOLTAREMOS A FALAR DISSO

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

ELEMENTAIS , ELEMENTARES E OUTROS

OS ELEMENTAIS E O ESPIRITISMO, O QUE DIZER? Por: Sésio Santiago Freire Filho O termo elementares assim como a palavra elementais, tem sido usado de forma um tanto quanto confusa por vários escritores espiritualistas. Esses em seus livros tentam descrever os mais variados tipos de entidades espirituais e formas de energias que atuariam no mundo espiritual. No tocante a Doutrina Espírita a situação não é tão diferente. Muitas obras psicografadas fazem alusão como sendo Elementares ou Elementais a determinados tipos de Espíritos rudimentares da natureza, e que esses habitariam uma dimensão de vida muito próxima a que vivemos fisicamente. Primeiramente é importante frisar que no meio esotérico, principalmente nos ambientes de estudos de organizações sérias como a Sociedade Teosófica ou mesmo em algumas ordens Rosacrucianas, tais como a Fraternidade Rosacruciana Ocidental Cristã de Max Heindel ou mesmo a Antiga Fraternidade Rosacruciana de Krumm Heller; existe uma diferença marcante entre os termos Elementares ou Elementais e os tão referenciados espíritos da natureza. Para essas escolas espiritualistas, a palavra elementais ou elementares seriam sinônimas e corresponderiam em certos aspectos de sua existência como sendo uma energia Divina, ou seja, uma espécie de força viva presente na natureza que atuaria de forma imanente a determinados planos de existência. De acordo com os ensinamentos Teosóficos repassados por eminentes ícones do espiritualismo moderno, tais como Madame Blavatisky, Sra. Anne Besant e o Sr. Charles W.Leadbeater; ensinamentos esses que foram organizados de forma magistral pelo grande Teosofo Major Arthur Powell; essa energia divina já haveria percorrido e animado algumas fases anteriores de evolução onde a Mônada, ou seja, o principio espiritual se envolveria: A primeira fase seria conhecida como primeiro reino elemental (no plano mental superior), a segunda fase seria conhecida como o segundo reino elemental (no plano mental inferior), a terceira fase como o terceiro reino elemental (no plano astral) e as demais fases a essência elementar seria imanente as variadas formas de energias e forças que constituiriam o reinos mineral, vegetal e animal. Na Idade Média, grandes alquimistas tais como Paracelsos e Nicolas Flamel, já afirmavam que por traz de qualquer elemento químico, existiria a atuação de uma essência elementar. Outro conceito bem definido de forma consensual por diversas escolas esotéricas é sobre a existência dos chamados Espíritos da Natureza. De acordo com os ensinamentos dessas escolas, esses seres pertencem a uma classe tão grande e variada que até hoje os ensinamentos transmitidos por mestres e instrutores de sabedoria só retratam uma parcela dos mesmos. Segundo os ensinamentos esotéricos sérios, esses tipos de espíritos pertenceriam a um ciclo de evolução diferente do que estamos inseridos, por isso eles jamais seriam seres humanos junto conosco nesse plano físico de existência. Sua única conexão com humanidade se daria pelo fato dos mesmos encontrarem-se transitoriamente no planeta terra em uma dimensão de vida, conhecida por região etérica, que estaria muito próxima à realidade física. Conforme os ensinamentos dessas instituições esotéricas, estes espíritos rudimentares que habitam a natureza, estariam divididos em sete grandes classes e habitariam espiritualmente o limiar entre a dimensão astral e a dimensão física, região essa que estaria impregnada por uma variedade de essência elemental. Dessa maneira, de acordo com os ensinamentos ministrados em tais escolas espiritualistas, esses espíritos rudimentares, seriam entidades espirituais portadoras de uma inteligência rudimentar, que espiritualmente atuariam no meio ambiente do plano físico. Infelizmente esses espíritos da natureza por sua vez na literatura vulgar espiritualista são bastante confundidos com as essenciais elementares ou elementais. Atualmente estamos observando de maneira bastante infeliz a intensa produção de obras sensacionalistas que se dizem espíritas. Essas por sua vez na grande maioria das vezes, são produzidas por espíritos errantes que aparentemente se encontram bastante desinformados quanto a determinados conceitos que há séculos são estudados dentro de escolas espiritualistas serias. Infelizmente, esses espíritos desencarnados para produzir seus contos fantasiosos utilizam-se geralmente de médiuns profundamente ignorantes tanto do ponto de vista doutrinário como no ponto de vista do conhecimento esotérico. Nas obras Espíritas codificadas por Allan Kardec não existe referencia ao termo essências "Elementares" ou “Elementais; entretanto podemos encontrar informações transmitidas pelos Espíritos com relação à existência de uma energia primordial que é denominada de fluido universal, fluido esse que conceitualmente se aproxima muito das definições atribuídas às chamadas essências elementares ou elementais. Além dessa alusão, encontraremos na Codificação, referência a determinados Espíritos bastante elementares; esses espíritos por sua vez seriam simples e muitíssimo rudimentar, e encontrar-se-iam na escala evolutiva, em etapa anterior ao reino hominal. Esses espíritos são, por assim dizer, dirigidos por outros espíritos que já adquiriram, através de diversas encarnações, experiência suficiente para colaborar com a natureza. Com relação aos Espíritos que agem na Natureza, podemos afirmar com base nas seguintes citações que com certeza os espíritos superiores legaram a Kardec grandes informações que até hoje ainda permanecem desconhecidas pela grande maioria de Espiritistas. Podemos citar, por exemplo: Na Revista Espírita de 1859, o Espírito Erasto, ao responder algumas perguntas de Kardec sobre o tema, explica que há Espíritos encarregados por Deus de lidar com as forças da Natureza. Em edição da mesma revista do mês de março do ano de 1860, consta uma mensagem psicografa pela Sra. Boyer, de autoria de "Hettani", que se identifica como sendo "um dos Espíritos que presidem a formação das flores". Hettani diz que são milhares os espíritos de sua categoria e que eles também estão sujeitos a Lei de Evolução. Após a publicação dessa mensagem, Kardec um tanto quando desconfiado, resolve fazer as seguintes perguntas ao Espírito de São Luis: - Este Espírito é chamado Hettano; como ocorre que ele não tenha um nome e que jamais encarnou? R. É uma ficção. O Espírito não preside, de um modo particular, à formação das flores; o Espírito elementar, antes de passar para a série animal, dirige a ação fluídica na criação do vegetal; este não está ainda encarnado; mas não age senão sob a direção de inteligências mais elevadas, tendo já vivido bastante para adquirir a ciência necessária à sua missão. Foi um destes que se comunicou; ele vos fez uma mistura poética da ação das duas classes de Espíritos que agem na criação vegetal. 3. Este Espírito não tendo vivido ainda, mesmo na vida animal, como ocorre que seja tão poético? R. Relede. 4. Assim o Espírito que se comunicou não é o que habita e anima a flor? R. Não, não; eu vos disse bem claramente: ele guia. 5. Este Espírito que nos falou foi encarnado? R. Foi. 6. O Espírito que dá a vida às plantas e às flores, tem um pensamento, a inteligência de seu eu? R. Nenhum pensamento, nenhum instinto. Fazendo-se uma analise do dialogo entre Kardec e o Espírito de São Luis, notamos que na terceira pergunta o Codificador não havia entendido muito bem a elucidação feita pelo Espírito. Entretanto com a decorrer do diálogo o entendimento fora se tornando mais claro. Com base nessa conversa, entende-se que o Espírito que se comunicou como o gênio das flores na realidade já havia encarnado antes e, na realidade, dirigia espíritos bastante elementares (elementares, de simples, primário, rudimentar - e não no sentido esotérico de essência "elementais”). Esses espíritos bastante rudimentares equivaleriam o que na Codificação Espírita são referenciados por espíritos da natureza, e que na Escala Espírita contida no Livro dos Espíritos, é denominado por Espíritos zombeteiros. A Doutrina Espírita, portanto, prima pela simplicidade. Mas infelizmente nós aprendizes repetentes da escola da vida, não desistimos de complicar e de entrar pela porta ampla da ficção ou do Esquisoterismo. Fonte: Um OIhar Espírita

quinta-feira, 9 de abril de 2015

SÉRIE MEDIÚNICA: SOBRE A SALA DE TRABALHOS POR CARLOS PASTORINO

É muito importante o que nos traz Carlos Pastorino em seu livro “TÉCNICA DA MEDIUNIDADE” acerca da Sala de Trabalhos Mediúnicos: “A sala de reunião - Uma reunião mediúnica forma, inegavelmente, um “campo elétrico” ou magnético. Quanto mais estiver o ambiente carregado de eletricidade ou magnetismo positivo, mais eficiente será a reunião. Quanto mais esse ambiente estiver permeado de forças negativas, mais perturbada a reunião. Essa a razão por que se pede que não haja movimento de gente na sala mediúnica, especialmente algumas horas antes das reuniões: é para evitar que o campo elétrico seja desfavoravelmente carregado de energias negativas, interferindo nas “linhas de força”estabelecidas pelos espíritos, como “polos norte” ideais no campo. A conversação fútil, as discussões políticas ou de outra espécie, as críticas ou palavras deprimentes, “invertem” a corrente elétrica do campo. Ora, as “linhas de força” dependem da intensidade de pensamentos bons e amoráveis. Quanto mais numerosas e fortes essas linhas de força, tanto mais propicio o “campo elétrico” para as comunicações eletromagnéticas entre desencarnados e encarnados. Não se trata de religião nem de pieguismo: é um fenômeno puramente físico, de natureza elétrica. Quem pretende fazer reuniões espíritas (eletromagnéticas) sem preparar antes o “campo elétricomagnético”, sujeita-se a decepções de toda ardem, a interferências, a fracassos. Note-se, porém, que o campo elétrico pode também ser perturbado por entidades desencarnadas, que vivam no ambiente (por não ser calmo e amoroso) ou que sejam trazidos pelos frequentadores (que tenham tido discussões ou raivas durante o dia). As entidades desencarnadas têm a mesma capacidade que as encarnadas de emitir ondas eletromagnéticas de pensamento. O que evita esses aborrecimentos é uma corrente MAIS FORTE que a tudo se superponha. E o melhor gerador de forças eletricamente superiores é a PRECE.” (TÉCNICA DA MEDIUNIDADE, P.19, C.TORRES PASTORINO) (...) deixando claro o propósito de se preservar esses espaços que já são preparados previamente pela Espiritualidade que trata de estabelecer uma forte sustentação para a garantia e a execução dos trabalhos que lá serão realizados. Mais ainda, deixando acentuada a grande responsabilidade que devemos ter com a nossa condição como corresponsáveis em manter todos os procedimentos para a segurança e a harmonia de todo o ambiente. Por isso é que é fundamental o preparo do grupo e a preservação de todo o espaço que deve ficar livre de qualquer comentário negativo, maledicência, futilidade ou conversação de qualquer natureza sob pena de se quebrar o campo elétrico que já estava constituído em prejuízo de todo o esforço que se tenha alcançado. O autor ressalta ao final o grande valor que devemos dar a prece como um forte aliado gerador de forças que seguramente vem em nosso auxilio e apoio para a realização dos nossos propósitos. Então, sem dúvida, precisamos nessa oportunidade simplesmente qualificar os nossos pensamentos e a nossa fala deixando que o nosso coração possa nos encher de esperança e de amor na intenção de agradecer e compartilhar a oportunidade que temos de servir humildemente na Seara do Mestre Jesus. E assim, acredito, todo o resto será facilitado pela forte ligação que se estabelecerá entre nós e a Espiritualidade que nos acompanha com o intercambio alcançado para o propósito no Bem. mafr

Mensagens de Amigo "Dr. Inácio Ferreira.": Estive com Jesus

Mensagens de Amigo "Dr. Inácio Ferreira.": Estive com Jesus: Abri a porta do quarto e, naquela noite, realmente exausto, deitei-me de roupa e tudo, mal jogando os sapatos para o lado! Não devo ter dem...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A RECEITA DE SANTO AGOSTINHO ( http://avidanoalem.blogspot.com.br/2014/10/a-receita-de-santo-agostinho.html )

É raro, no meio espírita, comentar-se sobre autoconhecimento sem fazer referência ao pensamento de Santo Agostinho, exposto na questão 919 de O Livro dos Espíritos. Nela o tema foi tratado diretamente em preciosos quatro parágrafos, encerrando uma receita. O conhecimento espírita desperta um anseio pelo progresso que nos faz pedir que nos apontem caminhos. O Codificador pediu aos espíritos superiores a fórmula da melhoria pessoal, e não pediu para as próximas encarnações, pediu para esta vida e ousou mais: tinha que ser prática e eficaz. Respondeu-lhe o Espírito Santo Agostinho, dizendo: “UM SÁBIO DA ANTIGUIDADE VOS DISSE: CONHECE-TE A TI MESMO”. Referia-se a Sócrates e apontou a necessidade de focarmos os interesses na busca por e em nós mesmos. Ouve-se muito: “Conheço fulano como a palma da minha mão, ele não me engana.” Ou seja, conheço o outro, conheço para fora, mas quando perguntam “Quem é você?”, dizemos um nome que nem ao menos foi de nossa livre escolha e completamos informando profissão, estado civil e endereço. Pronto, qualquer um nos encontra o que não significa um encontro pessoal. O Codificador retruca reconhecendo a sabedoria da resposta, mas alegando dificuldades para se atingir o conhecimento interior e insiste no pedido de uma receita. Disse Jesus: “Pedi e obtereis.” Ele obteve a fórmula e a legou àqueles que em si descobrem esse anseio. Ensinou o interrogado: “Fazei o que eu fazia de minha vida sobre a Terra: ao fim da jornada, eu interrogava minha consciência, passava em revista o que fizera, e me perguntava se não faltara algum dever, se ninguém tinha nada a lamentar de mim.”. Estava dada a receita da espiritualidade prática e eficaz para melhorar já nesta vida: conhecer a si mesmo examinando a consciência. Mas como se faz um exame de consciência? Será que basta rememorar os acontecimentos do dia e verificar como nos comportamos, se fomos gentis, cordiais, caridosos, se cumprimos nossos deveres profissionais, familiares, se fizemos prece etc.? Talvez temeroso de que caíssemos nesta simplificação, ele especificou que o modo de fazer é realizar um interrogatório preciso e diário a si mesmo sob o amparo de Deus e do anjo guardião. Ele sugeriu que colocássemos para nossa reflexão ao menos cinco questões, a saber: 1) “PERGUNTAI-VOS O QUE FIZESTE E COM QUAL OBJETIVO AGISTES EM TAL CIRCUNSTÂNCIA”. A primeira parte da questão é tranquila, basta recordar as atitudes do dia. A segunda aprofunda- se pedindo para identificarmos os objetivos de nossas ações, os interesses e propósitos que as motivaram, os quais podem estar escondidos muito fundo, num canto sombrio do nosso ser, e ainda se apresentarem mascarados. 2) “SE FIZESTE ALGUMA COISA QUE CENSURAIS EM OUTREM”. A nossa capacidade de olhar para fora é bem desenvolvida, então vamos aproveitar e conhecer o que estamos projetando. É sempre fácil apontar erros, condenar e exigir dos outros esquecendo que só conseguimos reconhecer aquilo que também possuímos. Esse é um procedimento importante da receita que se repetirá. 3) “SE FIZESTE ALGUMA COISA QUE NÃO OUSARÍEIS CONFESSAR”. Um questionamento ético em relação à minha conduta com o próximo e também pessoal, na medida em que devemos responder se tudo o que pensei, senti e fiz pode ficar exposto à luz? Ou falta coragem para assumir opiniões, atitudes, vontades, o “eu” e as motivações reais e profundas das minhas ações, que somente eu e Deus podemos saber quais são. 4) “SE APROUVESSE A DEUS ME CHAMAR NESTE MOMENTO (EM QUE ESTOU LENDO ESTA PÁGINA), REENTRANDO NO MUNDO DOS ESPÍRITOS, ONDE NADA É OCULTO, EU TERIA O QUE TEMER DIANTE DE ALGUÉM?”. Queremos distância da morte. Não é agradável pensar nela ou falar sobre ela. Aceitá-la não é fácil, trabalhar as perdas é um processo doloroso e delicado. Imagine pensar na própria morte, diariamente. Frente a cada decisão, refletir como ficaria a situação se morrêssemos naquele momento. Brigamos com um filho, ou com o marido, ou com um amigo, ficamos magoados, com raiva e morremos num ataque fulminante do coração. Que situação! Essa questão nos põe em xeque com um mundo onde as máscaras não enganam senão quem as usa. Se pensarmos sob esse enfoque, mudaremos muitas atitudes. 5) “EXAMINAI O QUE PODEIS TER FEITO CONTRA DEUS, CONTRA VOSSO PRÓXIMO, E ENFIM, CONTRA VÓS MESMOS”. Discutimos muito as nossas relações amorosas, profissionais e familiares, mais ou menos nessa ordem de prioridade. Mas a relação com Deus vai entre tapas e beijos e não paramos para discuti-Ia. Começa que Dele nem sempre fazemos um juízo claro, a nossa resposta pessoal é em geral vaga ou politicamente correta. Confundimos repetição mecânica de palavras com falar com Ele. Nós o bendizemos quando a vida corre como desejamos, mas é sobre Ele que lançamos nossas incompreensões e ingratidões quando as coisas não são como queríamos. Por fim, Ele é o cangaceiro das nossas vinganças, cada vez que vencidos pela ira desejamos o mal ao próximo e não o realizamos com as próprias mãos. Mas, ironicamente, embora O contratemos para nossas desforras, ainda O tememos. E uma relação complicada: nós a vivemos com uma grande dose de irreflexão misturada ao medo, à ira, à ingratidão. Temos um comportamento mimado e não apto ao diálogo. Desta tríade, a relação com o outro é a mais debatida, só que em geral sob a ótica de vítima: “O que eles fizeram comigo”. O convite é para largarmos essa postura e assumirmos nossas responsabilidades. A relação conosco é outra e apenas em circunstâncias limites começamos a discutir. Falamos muito sobre reencarnação, obsessão, lei de amor, depressão, sentimentos mal resolvidos, doenças, mas pouco nos perguntamos: “Por que sou e estou assim?” Como lido com as alegrias e as tristezas?”, “Cuido bem de mim, como corpo e alma?” O autor da receita mostra conhecimento e compreensão da alma humana antecipando-se ao propor: “Mas, direis, corno se julgar? Não se tem a ilusão do amor próprio que ameniza as faltas e as desculpas?”. Ilusões e justificativas podem comprometer o resultado e para evitar que algo saía errado na execução da receita, ele deixou também os segredinhos. PARA EVITAR AUTOENGANOS, FAÇAMOS O SEGUINTE: 1) “Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, perguntai-vos como a qualificaríeis se fosse feita por outra pessoa; se a censurais em outrem, ela não pode ser mais legítima em vós, porque Deus não tem duas medidas para a justiça.”. 2) “Não negligencieis a opinião dos vossos inimigos, porque estes não têm nenhum interesse em dissimular a verdade e, frequentemente, Deus os coloca ao vosso lado como um espelho para vos advertir com mais franqueza que o faria um amigo.” É o verdadeiro “te enxerga”. É uma proposta valiosa para reformularmos comportamento sobre críticas e inimizades, vendo nelas auxiliares divinos para nosso crescimento. Assim, esvazia-se a raiva e a indignação. A humildade é o caminho que acaba com a falsa superioridade que nos faz preferir ignorar as críticas e inimizades a aprender com elas. 3) “Aquele que tem vontade séria de se melhorar explore, pois, sua consciência, a fim de arrancar dela as más tendências.”. O produto da fórmula ê uma visão clara de quem somos e do que precisamos reformar. A promessa final é excelente, nada menos que uma felicidade eterna. Vale a pena conferir. Fonte: Revista Literária Espírita Delfos. Catanduva, SP: BOA NOVA. Ano V. Ed. 03. Nº 21. 2005. p. 10-13

PRA PENSAR.....

Alguns símiles da vida para considerarmos a importância do serviço mediúnico no serviço espiritual: Um aviador em ação, precisando de urgente aterrisagem, descerá em qualquer parte, conquanto sujeito a acidentes de conseqüências imprevisíveis. Para que o pouso se verifique nas condições desejáveis, é forçoso disponha ele de aeroporto seguro. Um motorista precisando alcançar apressadamente o destino, conduzirá o carro, através de qualquer matagal, conquanto sujeito a perdas e consequências imprevisíveis. Para que a viagem se verifique nas condições desejáveis, é forçoso disponha ele de rodovia correta. Um fornecedor de maquinaria pesada precisando transpor sem delonga um grande rio para entregar tratores a clientes necessitados, utilizará o auxílio de embarcação ligeira, conquanto sujeito a desastres de conseqüências imprevisíveis. Para que a carga transite nas condições desejáveis, é forçoso disponha ele de ponte firme. Assim também, na mediunidade. Um benfeitor desencarnado precisando expressar-se, sem demora, no plano físico, aceitará o concurso de qualquer pessoa que lhe empreste apoio medianímico para isso, conquanto sujeito a incompreensões de conseqüências imprevisíveis. Para que o intercâmbio espiritual se verifique nas condições desejáveis, é forçoso disponha ele de médium preparado e lúcido, com noção de responsabilidade e reta noção do dever a cumprir . ***
Espírito: Albino Teixeira Médium: Chico Xavier Livro: Caminho Espírita

LIMITES??????????

Eu só tenho aquilo que o meu esforço me traz .Eu só alcanço aquilo que a minha conquista me apresenta . Eu só posso aquilo que o meu trabalho me dá. Não adianta nada que eu queira sem me esforçar , sem conquistar , sem trabalhar . Então , tudo que me cerca é tudo que eu preciso e tudo que eu preciso é o necessário para que eu viva sem desperdício nem ansiedade .....e o meu empenho de todos os dias deve ser esse - o de viver com o necessário sem me preocupar com o supérfluo....